Augusta Montanha!

Augusta montanha que tanto me faz bem!

Meu alento se refaz nas suas vertentes.

Com amor no coração enfrento as dificuldades da mais alta montanha.

O esforço e persistência seguem objetivos.

A força está no interior.

As desventuras são transformadas em superação e gratidão.

O sucesso e alegria são transitórios.

Os sinais estão à vista.

É preciso estar desconectado para se conectar.

O talento e força de vontade são aliados.

A incerteza caminha ao lado.

Ser beligerante é ver com outros olhos.

Oh augusta Montanha que tanto me faz bem!

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Boas Festas!

Kleber Luz

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Trilha do Rio Paraibuna

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Quando os colonizadores europeus chegaram à América, a Mata Atlântica ocupava 1.000.000 Km², desde o Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul, indo do litoral ao interior. Após meio século restaram apenas 8% do que fora outrora.

Felizmente em 1977 foi criado o Parque Estadual da Serra do Mar (PESM) com a importante missão de proteger remanescentes de floresta Atlântica, atuação em educação ambiental, pesquisa e ecoturismo.

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No PESM Núcleo Cunha, temos áreas protegidas de mananciais que abastecem o Vale do Paraíba e Litoral Norte do estado de São Paulo.

Esta riqueza de mananciais esconde inúmeras cachoeiras e rios como o Paraitinga e Paraibuna, que formam o famoso rio Paraíba do Sul.

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O PESM preserva árvores de grande porte como cedro, peroba, jatobá, canela, ipê, grumixama e guatambu. A flora abriga ainda angico branco, palmito jussara, bromélias e orquídeas.

A exuberância de sua mata preserva animais como a onças pintada e parda, anta, capivara, bicho preguiça, coati, bugio, jaguatirica, pica-pau, serelepe, gavião, mono carvoeiro, macaco prego, cateto, queixada e paca.

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A Trilha do Rio Paraibuna pode ser percorrida sem monitoramento pois é uma trilha autoguiada de baixo nível de dificuldade numa extensão de 1.700 metros.

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A exuberância da trilha acompanha a margem esquerda do rio Paraibuna anunciando poços e cachoeiras para banho. É um caminho para ser apreciado e contemplado!

Local: Cunha / SP.

Desterro com Pimenta

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Em dias de inverno com temperaturas de verão que se aproximam da primavera, nada melhor que escapar para um local acolhedor e bucólico.

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Convite ao descanso rodeado pelo verde das colinas. Onde os cursos d’água nascem nas matas, escorrem sobre rochas e quebram em súbitas quedas. Onde o silencio da noite é interrompido pelo estridular de grilos.

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Onde mais da metade das pessoas mora no campo. Onde a boa prosa não tem fim e nem se cansa na rotina do dia-a-dia. Onde reina a simplicidade e humildade.

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Onde desconectar-se do mundo é verdadeiramente a melhor conexão consigo mesmo. Onde os amantes da natureza desbravam trilhas e cachoeiras. Assim é a estância climática de Cunha / SP.

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Então em dia quente de inverno a diversão foi descobrir às quedas d’água mais famosas de Cunha, a Cachoeira do Desterro e Cachoeira do Pimenta.

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O acesso é feito pela estrada do Monjolo distante cerca de doze quilômetros do centro de Cunha. As cachoeiras estão do lado esquerdo da estrada de terra.

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A Cachoeira do Desterro é a primeira e possui duas quedas d’água, uma ao lado da outra com aproximadamente 12 metros de altura e reserva uma refrescante piscina natural.

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Subindo na estrada mais a frente, a Cachoeira do Pimenta forma várias quedas d’água somando cerca de 90 metros de altura. Na última temos um enorme poço para banho e mais abaixo encontramos o que restou de uma antiga usina de energia elétrica.

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Aquele dia de calor escaldante e água gelada trouxe energia renovada para seguir adiante nas trilhas.

Pedra Assentada

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A Pedra Assentada é mais um atrativo natural da unidade de conservação de proteção integral, o Parque Nacional de Itatiaia (PNI).

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A trilha é a mesma das Prateleiras até a base. Deste ponto segue-se um caminho a esquerda passando ao lado das Prateleiras até a Pedra da Tartaruga e Pedra da Maçã.

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O maciço rochoso que se destaca ao fundo é a Pedra Assentada e ainda não é possível ver a grande rocha no seu cume que dá nome ao maciço.

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Seguindo a leste, a trilha termina na sua base e começa uma seqüência de boas escalaminhadas até à grande rocha. Para acessar o cume é necessário escalá-la.

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Interessante observar, do outro lado da pedra, o caminho da Travessia Ruy Braga que termina na parte baixa do parque nacional. Com olhar atento ainda pode-se ver as ruínas de um posto meteorológico instalado na década de 1910.

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Olhando a oeste, se tem a vista, a partir de um ângulo bem diferente, do conjunto rochoso das Prateleiras e suas formações no mínimo curiosas. Mais ao fundo o despenhadeiro se abre para o Vale do Paraíba.

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O Maciço de Itatiaia é um processo erosivo de milhões de anos de um antigo vulcão. Então, qualquer formação, como a Pedra Assentada, aparentemente insignificante se torna magnificente a cada passo em direção ao cume.

Local: Parque Nacional de Itatiaia / RJ.

Pernoite no Marins

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O amanhecer na serra de Piquete nos presenteou com os primeiros raios de sol e uma grande nebulosidade na subida das montanhas da Mantiqueira.

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Chegamos ao Morro do Careca, a 1.608 metros de altitude, ainda sem visibilidade dos maciços. O caminho já anunciava as íngremes encostas rochosas.

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Ao adentrar a trilha seguimos numa ascendente elevação. Passamos por uma seqüência de três mirantes até atingir a cota 2.077 metros. Com ventos constantes as montanhas ao norte estavam à vista. 

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Iniciamos a subida do primeiro maciço. Como numa dança frenética as nuvens se dissipavam e acumulavam rapidamente. Após o segundo maciço atingimos o quarto mirante a 2.250 metros.

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O dia cada vez mais bonito tornara a dificuldade da subida menos penosa. Ao chegar à nascente do ribeirão Passa Quatro, a 2.300 metros, seguimos numa seqüência de escalaminhadas até atingir o cume.

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Ascendemos o Pico dos Marins a 2.421 metros de altitude. Faltando três horas para o crepúsculo tivemos todo o tempo do mundo para montar acampamento, preparar um saboroso café da tarde e registrar em muitas fotos aquele pôr-do-sol.

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Ao entardecer registramos uma visão insólita do lado do Vale do Paraíba. Sobre o mar de nuvens formou uma grande sombra do Marins e logo acima a lua cheia já despontava no céu.

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O vento gelado soprava suave e a temperatura mínima atingiu a marca de 2°C com uma sensação térmica menor. A meia-noite, os intrépidos saíram da barraca para apreciar a luz da lua que clareava fortemente o topo da montanha.

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Durante a descida tivemos o privilégio de contemplar o aparente isolamento do Marinzinho, provocado pelo mar de nuvens, entre a Pedra Redonda, Pico do Itaguaré e mais ao fundo Serra Fina.

Pedra do Macaco

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Então subimos aos pés da Mantiqueira, numa belíssima serra em direção ao povoado do Gomeral, em Guaratinguetá. O local revelou-se surpreendente com montanhas, riachos e cachoeiras, além da hospitalidade e boa comida caipira. 

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A caminhada saiu próximo a Igreja de São Lázaro e depois se juntou a trilha principal que está dentro de uma propriedade particular. O trilha atravessou o rio Gomeral, campos abertos de pastagem e floresta remanescente da Mata Atlântica.

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Esta trilha além de nos levar até a pedra, também segue até sete nascentes que estão no local. Isso ressalta a Mantiqueira como a serra que chora através das nascentes, riachos, cascatas e cachoeiras que descem pelas encostas, formando no Vale do Paraíba os afluentes do rio Paraíba.

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No final, belas visões se descortinam através da mata e temos a primeira vista da cara do macaco. É como se a rocha foi esculpida a mão lembrando a face de um gorila.

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A Pedra do Macaco está a 1.500 metros de altitude. Em cima da cabeça do macaco se tem a vista do vale do Gomeral e os contrafortes da Mantiqueira.

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Após longo dia de caminhada ainda paramos no riacho para um banho num poção encravado numa encosta repleta de samambaias e bromélias. Maravilha!!!

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