O Paraíso é Aqui

No litoral de Ubatuba são mais de uma centena de praias, e com toda certeza, dezenas delas são espetaculares. Uma delas é a praia do Félix.

A praia do Félix está 17 km ao norte do centro de Ubatuba. A orla da praia é abrigada por muitas arvores chapéu de sol que oferece um sombreado refrescante. As águas são límpidas e a mata é exuberante.

Um paraíso da mãe natureza onde a contemplação acontece espontaneamente, mas tem atrativos para todos os gostos.

O mar do lado esquerdo da praia é bom para surf e bodyboard, enquanto que o lado direito tem águas mais tranquilas, forma uma piscina natural, bom para remar de stand up paddle e mergulho livre.

Para aqueles que gostam de caminhada, o lado esquerdo reserva a trilha para a praia das Conchas. O lado direito, pela encosta rochosa, tem o caminho até a praia do Português.

A praia do Lúcio é mais conhecida como praia das Conchas. A trilha começa no final da praia do Félix, lado esquerdo, e termina numa pequenina praia de areia coberta por conchas, entranhada a esquerda do costão rochoso. Deste lado avista-se a praia e ilha Prumirim, e praias do Canto Itaipu, Português e Félix.

A praia do Português é também conhecida como praia Esquecida. Pela costeira do lado direito da praia do Félix, caminha-se sobre as rochas até a paradisíaca praia de águas cristalinas e cercada pela natureza.

É ou não é um paraíso este pedacinho da costa norte de Ubatuba?

Roteiro: Ubatuba / SP – praia do Félix, do Português e do Lúcio.

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Parque Estadual da Ilha Anchieta

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Um roteiro junto a natureza com direito a boas estórias de quando a ilha foi habitada pelos índios Tupinambás no século XVI, dos acontecimentos trágicos na rebelião dos presos em 1952, até a criação do parque estadual no final da década de 70.

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Era conhecida como Ilha dos Porcos devido a colônia penal que ali existiu até 1914, e depois reativada para abrigar presos políticos e presos comuns em 1928.

Como parte das homenagens ao 4º centenário do nascimento do Padre Anchieta, passou a ser denominada Ilha Anchieta em 1934.

Em meados de 1952 uma grande rebelião resultou em centenas de mortes de presos, alguns militares e civis. O presidiu foi fechado em 1955.

Em 1977 foi criado o Parque Estadual da Ilha Anchieta (PEIA) e reaberto a visitação.

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A partir do desembarque na ilha, o primeiro passo é visitar a administração do parque e ruínas do presidio.

Os principais atrativos são praias de águas claras e transparentes, como a praia do Presidio, do Engenho, do Sul, das Palmas e do Leste, esta inclusive é a única cujo acesso é de barco.

Os acessos são pelas trilhas da Represa, do Engenho, Praia do Sul e Saco Grande. Algumas passam pelo mirante do Boqueirão, Passado & Presente e Costão das Palmas. As trilhas variam de baixa a média dificuldade com distâncias entre 750 a 2.600 m.

Tudo isso em meio as florestas secundárias, com avistamento de costões rochosos e pode-se também chegar numa piscina natural. Devido a rica fauna e flora marinha, existem diversos pontos para mergulho e uma trilha subaquática com distância de 350 m.

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Em 1983 o Zoológico de São Paulo introduziu animais como capivaras, saguis, quatis, cutias, entre outros. Hoje existem super populações desses animais devido a falta de seus predadores naturais. É comum observá-los nas trilhas, além de pássaros e cobras.

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O principal acesso é pela rodovia Rio Santos, próximo ao km 62, através da Marina e Píer Saco da Ribeira. De lá as embarcações navegam 8 km, em cerca de 40 minutos, até a ilha.

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Local: Ubatuba / SP

Pernoite no Cedro

Como caminhar é preciso, também é preciso calibrar a dose do perrengue entre uma trilha e outra.

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Desta vez seria uma daquelas trilhas onde as grandes dificuldades foram trocadas pelo prazer de deitar numa rede e ver o tempo passar.

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Sabe aquela vadiagem sadia de lazer para descansar o corpo e a mente. É isso mesmo, ter aquele tempo livre para não fazer absolutamente nada.

O nada como estado de inércia física ou intelectual. Não fazer nada, não pensar em nada. Para quem trabalha muito é um excelente relaxante.

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É claro que numa caminhada com pernoite, por mais fácil que seja, tem lá suas diversas atividades, como montar acampamento… E quando o local é selvagem, o trabalho aumenta.

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Como para nós tudo isso é pura diversão, partimos da praia da Lagoinha e fizemos acampamento selvagem na praia do Cedro, litoral de Ubatuba.

Com direito a montagem de barraca, rede, fogueira, boa comida e bebida, banho de mar e mergulho apneia. Então esse ócio não foi tanto assim.

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O entardecer foi um espetáculo a parte.

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Desafio nas Praias de Ubatuba

O Desafio 28 Praias foi superar 40 km no litoral de Ubatuba. Diversão garantida numa prova que teve duração máxima de nove horas.

Entre amigos de corridas de montanha, cada um partiu na categoria solo.

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O percurso é fantástico. Percorreu duas trilhas na mata atlântica da Serra do Mar, conhecidas como trilha das Sete Praias e trilha do Saco das Bananas, onde juntas somam aproximadamente 20 km de extensão. Não precisa nem dizer das inúmeras subidas e descidas em meio as trilhas single track.

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Em estradas de terra e asfalto foram cerca de 10 km e mais 10 km em trechos de praias. O percurso teve largada na Tabatinga e termino na praia Dura. A corrida passou pelas praias do Simão, Caçandoca, Pulso, Maranduba, Sapê, Pontal, Lagoinha, Peres, Bonete, Grande do Bonete, Cedro e Fortaleza.

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No 1º trecho percebi como o desafio seria difícil. A partir da largada na praia o percurso subiu por estrada de terra, trilhas em mata fechada e passagem rápida pela praia do Simão até chegar na Caçandoca.

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O 2º trecho reservou um pouco mais de praia, trilha, estrada de terra e a surpresa foi a travessia do rio Maranduba. Não resisti e atravessei na foz do rio, onde nem foi preciso nadar. Ótimo para refrescar!

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No 3º trecho a corrida foi todo em areia, da Maranduba até a praia da Lagoinha. Nesse ponto já tinha percorrido 23 km e os primeiros sinais de maior cansaço começaram a surgir.

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No 4º trecho alternou mais trilhas e praias, da Lagoinha até a Fortaleza. Então na praia do Cedro percebi meu ritmo de prova piorar. Como dizem os corredores, “faltou perna” no final. Na realidade faltou volume de treino e treinos longo para estar melhor preparado.

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Finalmente o 5º trecho foi de muito “trotinho” para superar a sequência de subidas em asfalto e depois percorrer os últimos 2 km até o final da praia Dura.

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A organização está de parabéns! A largada foi bem cedo e pontual. Ótima sinalização do percurso na indicação de galhos e árvores, pontos para não ultrapassar ou com risco de queda. O evento contou com muitos staffs e toda infraestrutura para atender os atletas.

Aos amigos, mais uma vez muito grato pela companhia! Aos mais preparados, parabéns! Enfim, mais uma vivência gratificante nos desafios em corrida.

As paisagens do percurso são exuberantes!

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Percurso: site Desafio 28 Praias Maratona de Revezamento

Circuito Fortaleza Deserta

O circuito Fortaleza Deserta nada mais é que um trecho da Trilha das Sete Praias, localizado entre a praia da Fortaleza e Lagoinha, litoral de Ubatuba.

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Naquela manhã de verão, descemos em direção ao litoral para uma belíssima trilha, onde até poderíamos chamar de passeio na mata em busca de praias desertas.

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A trilha saiu da praia da Fortaleza em uma hora de caminhada até a praia do Cedro. Amanheceu um nublado com temperatura amena onde facilitou nossa progressão dentro da mata atlântica.

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Assim que chegamos ao Cedro desviamos a esquerda pelas rochas, em mais quinze minutos de caminhada, até a praia Deserta, totalmente escondida por terra e pelo mar é constantemente visitada por pequenas embarcações.

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Ficamos a contemplar a praia e aquelas rochas espalhadas num pequeno pedaço de areia. Encontramos árvores de abricó, frondosas e carregadas de frutos ainda verdes. Após deleite daquele momento retornamos ao Cedro.

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No Cedro desfrutamos de horas numa praia quase deserta da presença dos turistas de veraneio. Entre um banho no mar e outro no riacho buscamos as sombras da amendoeira-da-praia, também conhecida como chapéu-de-sol.

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Ao meio dia, sol a pino, chegou a hora do lanche com castanhas, maçã e água. Em seguida iniciamos o retorno em direção ao Costão Rochoso da Fortaleza, que se projeta em direção ao mar aberto.

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Retornamos a praia da Fortaleza para mais um banho no mar e parada para almoço. Como estávamos no horário de verão, finalizamos com um mergulho na Cachoeira da Bacia que está escondida no sertão do Corcovado.

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Pernoite no Corcovado

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Paramos o carro próximo a um campo de futebol para iniciar a nossa jornada. O GPS marcava cota 15 metros e avistamos o nosso desafio que estava a 1.180 metros de altitude, o Pico do Corcovado em Ubatuba.

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Após o campo de futebol seguimos a direita onde atravessamos um regato e na segunda bifurcação à esquerda entramos na mata. Atravessamos dois rios e continuamos na trilha a esquerda. Deste ponto adiante muito transpiração e diversão durante a subida íngreme.

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Em uma hora de caminhada chegamos à cachoeirinha, local onde captamos água e ganhamos fôlego. Logo seguimos até o mirante na pedra da Igrejinha, espaço onde temos a primeira vista do litoral e da praia Brava, e também se avista o Corcovado.

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De volta à trilha, o angulo da subida aumenta em um terreno repleto de raízes. Com a mochila cargueira nas costas a subida era a passos lentos até atingirmos uma clareira onde encontramos acesso a mais uma queda d’água.

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Seguimos subindo e alcançamos mais uma clareira, mas desta vez na crista da serra. A cada passo ganhamos visões do interior da serra e do litoral norte. Neste lugar o caminho percorre uma vegetação com muitas bromélias.

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No finalzinho, sobe-se um íngreme barranco usando a vegetação lateral como agarras. Então a crista se prolonga ao lado de um despenhadeiro. Do lado direito está a ponta do Corcovado e a esquerda encontramos o cume e um local protegido do vento para acampamento.

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A natureza singular reservou um dia quente onde o sol poente trouxe uma grande sombra do pico aos pés da serra do mar. O calor se esvaiu. Para nossa surpresa a lua cheia acentuou o contorno da serra e ampliou as luzes vindas da cidade de Ubatuba.

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Durante a madrugada fria o vento chegou forte e antes do amanhecer saltei para fora da barraca. Mais um esplêndido nascer do sol! Grato por mais um final de semana junto a uma natureza espetacular e aos amigos de fibra.

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“Subi o ponto mais alto possível e olhei pro oriente. Raios de luz despontaram atrás das montanhas. O vento ainda doía à pele. Como numa pintura o quadro se encheu de luz vermelho alaranjado que inundou o amanhecer de mais um dia.”

Cachoeira da Água Branca

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Descemos a Rio-Santos em direção à praia da Maranduba, região sul de Ubatuba. Adentrando o Sertão da Quina avistamos, no alto da serra, uma queda de águas brancas, imponente. Nosso destino, Cachoeira da Água Branca.

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O rio Maranduba se avoluma captando água de seus afluentes que se soma a centenas de regatos e ribeirões que descem a serra. A trilha começa as margens da cachoeira da Renata e ao longo da caminhada cruza várias vezes o rio Água Branca.

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Quanto mais interior, mais bela e selvagem a mata se torna. Em terreno de Mata Atlântica, ao caminhar na crista de um morrete se notou o som claro e transparente de dois regatos, um de cada lado, descendo a encosta.

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No caminho tivemos a oportunidade de presenciar a força da cachoeira da Queda Brava. Momento de descanso para depois seguir no trecho mais íngreme aonde se chega à base da cachoeira da Água Branca.

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Praticamente aos pés da serra e totalmente envolvida pela mata, a cachoeira despenca 300 metros de queda. Para ter uma visão diferenciada, seguimos atravessando o rio e subimos por uma encosta íngreme até chegar ao mirante.

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Defronte da imensa queda o vento batia com toda força. O mirante mostrava uma área reduzida que não permitia grandes movimentações. O jeito foi procurar uma parada segura, sentar no chão e apreciar embevecidamente e demoradamente aquele momento!

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Estupendo!

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Trilha do Saco das Bananas

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O município de Ubatuba nos presenteia com lindas paisagens, praias e cachoeiras. Além, é lógico, da riquíssima fauna e flora em uma das regiões de Mata Atlântica mais preservada do litoral norte.

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Ao sul de Ubatuba, a praia da Caçandoca esconde um lugar tranqüilo onde, no passado, foi uma antiga fazenda agropecuária. Na vizinhança encontramos uma pequena praia procurada por mergulhadores e pescadores, a praia da Caçandoquinha.

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No início da trilha se avista a orla das praias da Maranduba, Lagoinha, Bonete e Bonete Grande, além das ilhas Maranduba, Pontal e Mar Virado. Ao fundo, no alto da serra do mar, o pico do Corcovado. Um santuário quase selvagem!

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O caminhante deverá superar morros, praias, matas, sem contar o calor e alta umidade. A parada na praia do Saco das Bananas é providencial para um merecido descanso e aquele refrescante banho de mar.

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Do alto do morro avistamos a praia Brava do Frade. Um local onde a Mata Atlântica invade a orla estreita e isolada por ondas perfeitas. Ótima para a prática do surf, mas pouco procurada devido ao acesso somente através de trilhas ou barco.

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No final da trilha a última parada na praia da Lagoa. Esconde ruínas, de um antigo esconderijo dos traficantes de escravos, que ainda resistem ao tempo. Em seu canto esquerdo, existe uma lagoa de águas calmas que por vezes se junta ao mar agitado. Um local especial!

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Para os mais resistentes a caminhada continua por uma estradinha de terra que acessa a praia da Ponta Aguda e da Figueira, ambas possui uma linda vista da ilha do Tamanduá e Ilhabela.

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O entardecer na praia da Tabatinga finaliza um longo dia de aventura em total contato com a natureza.

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Local: Ubatuba / SP