Temporada de Montanha

Em maio antecipamos o início da temporada de montanha. Com a chegada do inverno em 21 de junho, temos a melhor época para prática do montanhismo. E assim subimos para as montanhas da serra da Mantiqueira.

Diferente do verão com aquele calorão e tempestades eletromagnéticas, os dias no inverno são mais curtos, noites mais longas e temperaturas mais baixas na região sul e sudeste do Brasil.

Na região as temperaturas atingem facilmente abaixo de zero graus célsius. As geadas são comuns e com sorte podemos ter alguma precipitação de neve nos pontos mais altos da Mantiqueira.

Apaixonado pela natureza e grato por estarmos numa região tão privilegiada de montanhas e vales, entre as mais altas do Brasil, cujo cenários paisagísticos de imensa beleza são desafios contínuos para ascensão e travessias.

Celebrar o montanhismo é dar significado as coisas simples. Respeitar o meio ambiente ao ar livre. Sentir alegria em uma simples caminhada. Ter resiliência nas mais duras travessias.

Observar as cercanias e vivenciar o presente. Ter a satisfação do encontro com aqueles que compartilham da mesma paixão. Onde alguns estarão de passagem e outros se tornando amigos. Sempre na busca da melhor conexão.

Felizmente a temporada está só começando!

Montanha!

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Para Que o Céu?

” O esforço de um homem deve exceder o seu alcance. Ou, então, para que o céu? “

 

Robert Browning

Encantos da Canastra

Os encantos da Canastra começaram com a vinda do navegador Américo Vespúcio que comandou uma expedição à foz de um rio nas terras do Novo Mundo. Era 4 de outubro de 1501, dia de São Francisco de Assis, o padroeiro dos animais e da natureza. Então nascia o Velho Chico. Depois vieram novas comitivas portuguesas que desbravaram, navegando rio adentro, o interior do continente.

O nome Canastra foi denominado aos chapadões por terem um formato parecido com um baú antigo. Então a magia do lugar foi encantando os colonizadores que chegavam na região da Serra da Canastra.

Das várias serras que compõem a região da Canastra, a altitude atinge 1.500 metros, em meio a uma rica fauna e flora, cuja cobertura vegetal de cerrado e matas ciliares revelam um terreno acidentado que formam belíssimas depressões, em centenas de cachoeiras, como a famosa Casta D’Anta.

Para proteger e preservar este bioma, sua fauna e nascentes, como também, possibilitar pesquisas, educação ambiental e turismo ecológico, foi criado o Parque Nacional da Canastra em 1972.

A magia da Serra da Canastra não é somente a natureza exuberante, mas também sua culinária peculiar e principalmente o acolhimento do povo mineiro.

Local: Delfinópolis e São Roque de Minas – MG.

Arvore Solitária

Ao caminhar na Serra da Canastra os olhos atentos vasculharam aqueles campos de cerrado numa vastidão sem fim. Além da ventania que trouxe frescor ao caminhar debaixo daquele sol escaldante, anunciou algumas arvores solitárias.

Com alegria no espirito e leveza no corpo, o caminhar passou despercebido naquele primeiro dia de travessia. Entre amigos as conversas foram jogadas ao vento com as arvores a perscrutar nossos passos.

Arvores solitárias. Sua imponência não estava no tamanho, e sim na sua pureza. Castigada pelo sol e vento, trazia um silencio interior de absoluta paz. Dava esperança carregada em flores.

Naquela longa jornada, apos muito caminhar, a perseverança das arvores solitárias se fizeram solidárias durante o trajeto.

Trekking Pedra da Mina ao Capim Amarelo

A travessia da Serra Fina é um clássico do montanhismo brasileiro. Dizem que no sentido contrário, da Fazenda do Pierre a Toca do Lobo, o desafio é maior.

Nesse trecho fomos da Pedra da Mina ( 2.798 m a.n.m. ) ao Capim Amarelo ( 2.491 m a.n.m. ).

”  Magnifico entardecer com vista do Capim Amarelo bem ao centro. “

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No dia seguinte, acordamos logo cedo para ver o nascer do sol com a silhueta do Pico das Agulhas Negras ao fundo.

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” Aproveitamos também para nos aquecer após uma longa e fria noite. “

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A oeste, a sombra da Pedra da Mina destacou ao centro o pico Capim Amarelo, nosso destino naquele dia.

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Como na Serra Fina não tem trégua, o calor e nebulosidade foram constantes durante todo o trajeto.

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” O vento, como sempre, demostrou sua força desenhando ondas de nuvens ao longo da crista da serra. “

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Após duas horas de trekking paramos para coletar água no rio Claro e por volta do meio dia o clima dava sinais que teríamos um pé-d’água ao final da tarde.

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Na descida ao acampamento Maracanã começou a chuviscar e logo chegou uma forte cerração.

” O perrengue se instalou na subida do Capim Amarelo, com vento, frio e chuva. “

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Com gana e a passos lentos chegamos ao cume. Montamos e pulamos rapidamente para dentro das barracas.

Em poucos minutos a chuva cessou, a temperatura aumentou e podemos sair dos abrigos. Apesar do cansaço fomos preparar o jantar.

Para nosso deleite, o pós tempestade deixou a tarde mansa, de ar parado, céu alaranjado e a visão de onde partimos pela manhã…

” Pedra da Mina escondida entre nuvens. “

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Caminhos Percorridos

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21 de dezembro de 2012, e assim continua a caminhada! Para muitos uma data qualquer, para outros uma ansiedade equivocada do fim do mundo. De acordo com o anuário maia, esta data marca apenas uma mudança de ciclo que foi iniciada há 5.125 anos. Na visão do mundo maia temos a união da mãe terra e os corpos celestes num calendário circular, que termina em si mesmo, e assim inicia um novo ciclo. Esperança que se renova na reflexão, na missão, na jornada pelo planeta. Espero que o caminho do autoconhecimento nos mantenha lúcidos e atentos. Que os momentos de oração e meditação possam despertar nossa consciência. Que a verdade prevaleça!

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31 de dezembro, mês de renovação! Segundo o calendário gregoriano, é apenas o último dia do mês que fecha o último dia do ano e começo de mais um dia. É o exercício de um novo ciclo na esperança em dias melhores. Então que a necessidade prevaleça sobre o ego dos desejos intermináveis. Assim a caminhada se desenha em linhas concretas como aquela traçada em nossa vida pretérita.

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Hoje é difícil dizer se foram os caminhos percorridos que nos trouxeram até aqui, ou se a nossa missão nos fez desenhar este caminho. O processo em que estamos todos envolvidos nos permite aventurar por novas trilhas. Acompanhar este site é caminhar junto, alegrar com a vitória passageira, aprender com nossos fracassos, superar limites e respeitar todos como sendo Um. Brincar com as palavras e imagens como num processo de autoconhecimento. Vivenciar experiências e interagir com a natureza na certeza da nossa evolução. Então vamos às montanhas, trilhas e corridas!