Treinão – Pedra Montada

Desta vez deixei de fazer o treino de final de semana nas vias urbanas e segui para o município de Guararema / SP.

Esta prova é denominada “treinão”, ou seja, aquela onde não se tem chip, marcação de tempos e classificação final. É um treino onde reforça que a competição será consigo mesmo.

O local deste “treinão” foi na região do Parque Municipal da Pedra Montada, com largada e chegada dentro do parque.

O percurso de 12 km seguiu por estradas de terra, somando um total de 663 metros entre ganho e perda de elevação, e altitude máxima de 755 m.

No final, o percurso da prova entra no parque, passa pela Pedra do Tubarão e termina na Pedra Montada, cuja sobreposição de duas pedras dá nome ao parque. As pedras chamam atenção devido ao tamanho e terem uma pequena área de contato entre elas.

Estima-se que a pedra de cima tenha 45 m3 e aproximadamente 50 toneladas. A pedra da base é maior e está parcialmente enterrada.

O parque abriga outras dezenas de pedras tão grande e pesadas quanto estas.

Um “treinão” que valorizou o percurso com a chegada na Pedra Montada.

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Terras Altas da Mantiqueira

“Caminhar nas terras altas da Mantiqueira é descobrir paisagens inesquecíveis na divisa entre São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Uma região que atrai pessoas para diversos roteiros turísticos; Do ecológico, rural, histórico, religioso ao gastronômico; Da prática de esportes outdoor de escalada, arvorismo, mountain bike, canoagem e voo livre. Aqui vamos explorar as trilhas, trekking e montanhismo.”

A Serra da Mantiqueira engloba ecossistemas remanescentes de mata Atlântica, mata de Araucária e campos de altitude. Das inúmeras nascentes formam rios e quedas d’água. As precipitações mensais chegam a 300 mm na estão chuvosas. Não é à toa que Mantiqueira, em tupi-guarani, significa “gota de chuva”, outra versão é “serra que chora” enaltecendo as nascentes e imponentes cachoeiras.

O clima é quente úmido na estação chuvosa e frio seco na estiagem. Tudo isso em harmonia com uma exuberante e diversificada fauna e flora local. A temperatura pode até chegar a uma dezena de graus negativos nos pontos mais altos. Em geral fica próximo de 0°C até 27°C. Considere ainda névoa, geada, ventos fortes e raios que assolam estas montanhas da Mantiqueira.

Esta cadeia rochosa abrange uma extensão aproximada de 500 km começando em Bragança Paulista (SP), segue a leste na divisa dos três estados, desvia em Barbacena até Serra do Brigadeiro, leste de Minas Gerais, sendo que este último estado representa 60% da extensão da serra.

A Serra da Mantiqueira é uma APA – Área de Proteção Ambiental entre os três estados, e abrange unidades de conservação como o Parques Estaduais da Serra do Brigadeiro e Serra do Papagaio, Parque Nacional de Itatiaia, Floresta Nacional de Passa Quatro e Campos do Jordão. Infelizmente ainda falta melhor conservação das áreas naturais na região do MarinsItaguaré e Serra Fina.

O relevo na Mantiqueira tem suas terras altas variando entre 1.000 a 2.800 m de altitude, nas divisas de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. O ponto culminante é a Pedra da Mina (2.798 m), na divisa entre Lavrinhas-Queluz (SP) e Passa Quatro (MG). Enquanto que o ponto mais baixo é a Garganta do Embaú (1.133 m) na divisa entre Cruzeiro (SP) e Passa Quatro (MG).

Na Mantiqueira temos 5 dos 10 picos mais altos do Brasil, segundo o “Anuário Estatístico do Brasil 2011 – IBGE”, sendo: 4º Pedra da Mina (2.798 m), 5º Pico das Agulhas Negras (2.792 m), 8º Morro do Couto (2.680 m), 9º Pedra do Sino de Itatiaia (2.670 m) e 10º Pico Três Estados (2.665 m).

Outras montanhas de destaque são: Alto Capim Amarelo (2.570 m), Prateleiras (2.548 m), Pico dos Marins (2.421 m), Pico do Itaguaré (2.308 m), Pico do Papagaio (2.105 m), Pico do Selado (2.080 m), Pedra Partida (2.050 m), Pedra do Forno (1.970 m), Pedra do Baú (1.950 m) e Pico Agudo (1.703 m).

A Serra da Mantiqueira está bem próxima de quem mora no Vale do Paraíba ou no eixo cidade de São Paulo – sul de Minas Gerais – região serrana do Rio de Janeiro; E assim pode desfrutar de aproximadamente 50 montanhas conhecidas entre 1.700 a 2.798 m de altitude.

Apesar das montanhas na Mantiqueira não ultrapassarem os 3.000 m de altitude, isso não significa que estas montanhas são fáceis para se chegar ao topo, pois o desafio está nas suas particularidades de acesso, relevo e clima.

“Nas terras altas da Mantiqueira percorremos vales profundos e picos imponentes.          A jornada requer preparação e determinação para alcançar as montanhas              mais altas do Brasil.”

Local: Serra da Mantiqueira.

Correr é Humano!

NO TEMPO DAS CAVERNAS:

A história da corrida talvez tenha iniciado com a própria história da humanidade. O homem das cavernas, na sua natureza nômade, em atividades de caça e fuga dos perigos, para sua sobrevivência, certamente tinha que andar e correr longas distâncias.

Talvez o andar e correr possam ser considerados um dos grandes avanços, no corpo físico e funções cerebrais, da espécie humana, para nos tornar o que somos hoje.

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NO TEMPO ANTIGO:

Tanto a corrida como outros esportes era praticada muito antes de qualquer registro escrito ou arqueológico. Seja nas dinastias egípcias ou chinesas, milênios antes da era Cristã; E depois na Grécia, com o início dos jogos olímpicos em 776 a.C, nos esportes como atletismo e maratona.

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NO TEMPO ATUAL:

Atualmente a busca pela boa forma, tem colocado a corrida como uma atividade física praticada por milhões de pessoas em todo o planeta. Se a busca é por uma qualidade de vida melhor ou superar um desafio próprio, esta prática, vai além do simples ato de correr quando se busca o auto conhecimento. 

Enfim, correr é preciso, e quem sabe está nos ajudando a conhecer melhor esses corpos que habitamos.

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CATEGORIA CORRIDAS:

Encontramos relatos em provas clássicas do calendário de corrida de rua brasileiro, como a famosa São Silvestre. Temos a oportunidade de vivenciar as provas de longa distância como as meia maratonas e maratonas. E ir além dos 42.195 metros, distância oficial das maratonas, em novos desafios e principalmente nas corridas de montanha.

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MEDALHAS DE PARTICIPAÇÃO:

Na página Contato, sub página Medalhas de Participação, temos o histórico, desde 2004, das participações em corridas.

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Novos Tempos

“Novos tempos, novos desafios!”

Por muitos anos houve cobrança dos amigos e familiares para publicar minhas experiencias e vivencias das andanças que tenho feito desde a adolescência. De fato, sempre gostei de escrever mas achava que não era o momento. Então resisti por décadas, mas em 21 de dezembro de 2012 senti que chegara o momento.

Sem nenhum compromisso e muito menos sem pesquisar e ir a fundo no assunto, comecei esse blog criando 4 páginas e 5 categorias. Não me preocupei em fazer divulgação nas mídias sociais. Porém, como tenho um ‘mailing list‘, acabei divulgando para meus contatos, onde inclusive aumentaram a partir desse blog.

“Como sempre as ideias fervilham, os projetos nascem e os resultados aparecem.”

Agora chegou a hora de dar mais alguns passos. Então, teremos surpresas para vocês que estiveram conosco! A partir deste ano teremos um novo layout, lançamento de novas categorias, estabelecimento de parcerias, estaremos nas mídias sociais e muito mais…

Bem, eu tenho um ‘timing‘ um pouco diferente, deixando as coisas acontecerem naturalmente, se assim for o caso. A ideia é simplesmente seguir caminhando.

Como gosto de números, deixo aqui alguns que representam os 4 anos do Adamu Trekking. Nada muito significativo em termos de números na web. São os seguintes:

  • Publicado 191 posts em 5 categorias;
  • Aproximadamente 1.000 imagens;
  • Cerca de 100 posts sobre relatos e roteiros de trekking, montanhismo e corridas;
  • Divulgado 263 comentários e 37 em moderação;
  • Mais de 50.000 visualizações;
  • Mais de 20.000 visitantes;
  • Mais de 40 seguidores;
  • Visitantes de 69 países dos 5 continentes;
  • Top 10 dos países visitantes são: Brasil, Estados Unidos, Portugal, Rússia, Canadá, França, Alemanha, Espanha, Argentina e Reino Unido.

Não poderia deixar de agradecer os meus seguidores, e principalmente a minha família e amigos, de corredores, caminhantes e montanhistas, que sem eles, muitos dos desafios e aventuras, nada disso teria acontecido. Vamos em frente!

Ótima semana a todos!

Kleber Luz

Corrida da Virada

Que tal uma corrida no último dia do ano?

E que não seja a famosa corrida de São Silvestre.

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A corrida da Virada Joseense na sua 6ª edição se tornou uma prova tradicional em São José dos Campos – SP.

Por ser uma corrida no mesmo dia, horário e distância da corrida de São Silvestre, a Virada Joseense tem distância de 15 Km, e também de 5 Km.

O percurso é na Estrada Municipal Pedro Moacir de Almeida, Vargem Grande, região norte da cidade, com largada e chegada no Clube de Campo Luso Brasileiro, onde avistamos belos campos e pastos.

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O evento tem tradição de receber atletas das cidades do Vale do Paraíba e de outros estados como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro entre outros.

A organização da prova é muito boa. Inclusive neste ano tivemos mesa de frutas para os atletas. Outro ponto alto é o astral da prova, com alegria e confraternização entre os participantes. Como são aproximadamente 1.200 atletas, temos uma corrida de qualidade, sem tumulto e atropelamento na largada.

O desafio dos 15 Km tem o agravante do calor e sol de dezembro. Por outro lado o ganho de elevação não passa de 90 metros em terreno de asfalto.

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Enfim, aproveitamos este momento para relembrar e agradecer as oportunidades que recebemos e também quanto aos desafios superados. Nesse momento de passagem, renovamos nossa esperança no desejo de paz, saúde e prosperidade para podermos vislumbrar novos desafios.

Boas Festas e Feliz 2017 !

Caminhar na Serra das Confusões

“ Quem procura aventura, encontra sacrifício.

Ambos precisam da medida certa da coragem. ”

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Caminhar na Serra das Confusões…

É antes de tudo trilhar por terras primitivas da pré-história brasileira. É esconder do sol impiedoso e buscar as nuvens que chegam trazendo chuva, alagando o solo mirrado onde os cactos florescem e arbustos espinhentos se tornam novamente verdes. E assim o Marmeleiro resistente a seca usa suas raízes para buscar água nos caldeirões. O Umbuzeiro, uma dádiva do sertão, têm fruto que alimenta, copa larga que carrega sombra e aconchego; E raiz que armazena água. No outro extremo a vida selvagem fervilha na caatinga. Do alto, o Carcará espreita os Andorinhões que aos milhares voam em tropa, dando rasantes, para ao entardecer, entrar na toca. Na terra, o Soin sobe nos arbustos e o Macaco-prego curioso como é, desce a copa da árvore para nos ver. Nos costões rochosos o Mocó posa para foto. Enquanto que a Cutia, o tatu Peba e o Veado catingueiro param tranquilamente para beber água no poção da chuva. E os felinos onde estão? Ao anoitecer, as onças furtivamente saem para espreitar a caça.

O Monge e o Macaco

Ragu é um jovem que para se tornar um monge terá que cumprir uma missão. Entretanto, a jornada lhe reservará um desafio que irá colocar em prova o verdadeiro valor da vida.

Excelente animação criada no Ringling College of Art and Design pelos alunos Brendan Carroll e Fancesco Giroldini.

Vídeo: Brendan Carroll e Fancesco Giroldini – Ringling College of Art and Design.

Um Bode no Caminho

” É por isso que eu digo: faça sempre o seu melhor! “

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Tudo pronto para mais um desafio! Planejamento feito nos detalhes com atividades dia-a-dia, check list de equipamentos revisado, contatos dos locais estabelecidos e negociados, atrativos naturais e culturais pesquisados, trilhas identificadas, duração e distancias confirmadas, equipe pronta…

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Então surge o inesperado… Um “bode atravessa nosso caminho”. Diante do contratempo e somente danos materiais, foi preciso ir além para superar os erros e os medos.

A força superior se manifesta. As possíveis soluções estão tão próximas de nós quando mantido a calma, a confiança e a fé.

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” Ter a certeza que vai dar certo, manter a alegria e amor no coração, nos momentos difíceis, para garantir ‘a prova dos noves’ na matemática da vida. “

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O que vem do alto ajuda, mas nossa cooperação é essencial. Como temos o livre-arbítrio, a escolha é nossa. É necessário vontade, persistência e paciência.

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No final nos superamos para conhecer os Parques Nacionais Serra da Capivara e Serra das Confusões no semi-árido da caatinga, interior do estado do Piauí.

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A vida é assim, os bodes estão soltos por aí.

Novos relatos em breve!

Sangue que Flui

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” Quanto mais improvável a situação e maior o esforço exigido, tanto mais doce é o sangue que flui depois, liberando a tensão…

Você eleva deliberadamente o grau de esforço e concentração com o objetivo, digamos assim, de limpar a mente das trivialidades…”

A. Alvarez – The savage god