Desbravador – parte 3

Dizem que o desconhecido e o medo andam juntos.

No poente, temos o anuncio da noite escura, do frio intenso e dos animais que saem a caça. É hora de montar abrigo. O desconhecido e o medo ficaram lá fora…

Ao amanhecer, o sol radiante declara que a vida continua. Momento de contemplação e agradecimento por tudo e por todos os seres vivos!

Respiramos fundo e seguimos em frente, com determinação, vontade e fé.

Como caminhar é preciso, agora é hora de montar a mochila da próxima aventura.

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Desbravador – parte 2

Dizem que o desbravador não tem medo do desconhecido.

Na montanha, temos que ser fortes e humildes para superar as adversidades do relevo e clima severo. Algumas vezes, temos que respeitar o que a montanha nos diz e entender que nem sempre chegaremos no cume na primeira vez.

A natureza é fascinante!

Ao amanhecer na montanha, o sol desponta no horizonte trazendo luz e calor. Do alto, o mar de nuvens seduz o espírito. O pensamento em oração contempla mais um dia de vida.

Como caminhar é preciso, vamos a última parte desta empreitada exploratória.

Desbravador – parte 1

Dizem que desbravar é ir ao encontro do desconhecido.

Na mata, mesmo que seja pela enésima vez, e a vivencia tenha nos dado alguma sabedoria, toda preparação prévia é crucial; E durante a jornada deve-se cuidadosamente executar como se fosse a primeira vez.

A natureza sempre nos reserva algo novo!

Ao amanhecer os raios de sol despertam a mata. A luz e o calor dão novo brilho aos seres da floresta. O caminho se abre e seguimos em frente…

Dentro da floresta surgem passarelas que formam tapetes de folhas, aliviando nosso caminhar. Em outros momentos todas as árvores querem nos abraçar.

Como caminhar é preciso, em algum lugar na serra da Mantiqueira, vamos adiante.

Floresta Nacional de Passa Quatro

No Brasil, floresta nacional é uma das categorias de áreas protegidas de uso sustentável estabelecidas pelo Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza, para promover pesquisa científica e uso sustentável dos recursos florestais.

A Floresta Nacional de Passa Quatro abriga uma área para recreação ao ar livre, com lago, cachoeira, rio, fonte de água mineral, viveiro de mudas, criação de trutas, jardins e área administrativa. A visitação é gratuita.

Esta unidade de conservação foi criada oficialmente em 1968, e controlada pelo IBAMA até 2007. Atualmente é administrada pelo ICMBio – Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.

Área remanescente da Mata Atlântica, integra o Corredor Ecológico da Serra da Mantiqueira, abrangendo 3,3 milhões de m², de florestas de araucárias, eucaliptos e pinus plantadas, araucárias nativas e matas, numa altitude entre 900 a 1.400 metros.

A boa infra-estrutura facilita a visitação pública para desfrutar dos atrativos. Na caminhada vale a pena visitar a cachoeira do Iporã, ou apenas passear próximo ao lago, relaxar ao som da natureza ou fazer um piquenique.

Local: Passa Quatro / MG.

Energias da Serra

Como toda longa jornada, ao final da missão cumprida o cansaço espreita os limites da resistência. Hora de recolhimento para recompor as forças e o equilíbrio.

Então subi em direção a um refúgio distante 5 km do centro de Campos de Jordão. Bem no meio da serra, onde todas as criaturas vivas, dos animais aos pássaros, da floresta aos riachos, estão conectadas.

A compensação é caminhar ou correr. Numa delas, passei em frente a Gruta dos Crioulos e subi o Pico do Imbiri.

Na descida confundi os caminhos até chegar a estrada do Campista para poder retornar ao refúgio.

Protegido pelo refúgio, amparado no conforto da família e amigos, chegara um novo entardecer de tranquilidade e silencio.

Com a energia renovada tudo ressalta os sentidos.

Toda manhã, na copa das árvores, lá estavam o Canário-da-Terra, o Asa-Branca e o Jacu perambulando de galho em galho.

Enquanto que empoleirado nas araucárias, as Maritacas e casais de Tucano-de-Bico-Verde faziam suas algazarras.

Na mata distante ouvi macacos e o Caxinguelê passou ligeiro, subindo e descendo árvores, em busca de alimento.

Que sensação boa estar renovado pelas energias da serra!

Trem da Serra

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Seja após um trekking ou corrida de montanha nas terras altas da Mantiqueira, o jeito é descansar e conhecer um pouco das estórias do sul de Minas em um passeio de Maria Fumaça pela Serra da Mantiqueira.

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O roteiro é uma viagem pela história do Brasil. Em 1884, em viagem inaugural, com a presença de Dom Pedro II e comitiva, percorreu 170 km de Cruzeiro / SP a Três Corações / MG. Hoje são apenas 20 km operacionais no trecho de Passa Quatro.

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O passeio começa na Estação Passa Quatro, fazendo duas paradas. A primeira na Estação Manacá, que foi posto avançado das tropas federais durante a Revolução Constitucionalista de 1932.

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A segunda parada é na Estação Coronel Fulgêncio, antiga Túnel, devido à proximidade ao Túnel da Mantiqueira. A estação teve seu nome alterado em homenagem ao coronel mineiro que faleceu em combate, durante a retomada do túnel.

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Hoje o local é ponto final do passeio, a 1.085 m de altitude, com possibilidade de fazer uma breve caminhada para visitar a entrada do Túnel da Mantiqueira.

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  • Locomotiva 332 – The Baldwin Locomotive Works – Pacific.
  • Ano de fabricação: 1925. Ano de restauração: 1990.

Fonte: ABPF – Associação Brasileira de Preservação Ferroviária.

Local: Passa Quatro / MG.

Pico do Selado

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O Pico do Selado está localizado entre os distritos de Monte Verde, em Camanducaia / MG, e São Francisco Xavier, município de São José dos Campos / SP.

Numa sequência de montanhas rochosas da Serra da Mantiqueira temos o Pico do Selado como ponto culminante a 2.080 metros de altitude.

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O acesso pode ser feito por trilhas, tanto pelo lado de Monte Verde como por São Francisco Xavier.

O grau de dificuldade de cada lado está nas distâncias, inclinação, tipo de terreno e trilhas quase todas autoguiadas.

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Pelo caminho mais longo, segue a Trilha do Jorge numa travessia de São Francisco Xavier até Monte Verde e depois sobe até o Platô, para então seguir na trilha que chega ao pico.

Outra opção é seguir pela mesma trilha, desviar para a Pedra da Onça, seguir para Pedra Partida sentido Pedra Redonda, Chapéu do Bispo até o Platô e de lá subir até o pico.

Em qualquer destes dois caminhos, será uma longa jornada com mochila cargueira para fazer pernoite e voltar no dia seguinte.

Considere ainda que o trecho da Pedra da Onça até a Pedra Partida não é toda autoguiada.

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Outra opção é pelo lado de Monte Verde. Começar a caminhada pela trilha do Platô, no final da rua da Mantiqueira, ou pela trilha do Chapéu do Bispo, no final da avenida das Montanhas.

Neste caso ambos chegarão ao Platô e depois até o pico. Com uma mochila de ataque pode-se aproveitar bem o dia saindo cedo para voltar ao entardecer.

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Em termos de duração de ida e volta, a estimativa é de 15 horas pelo lado de São Francisco Xavier e 5 horas pelo lado de Monte Verde.

As paisagens desta parte da Serra da Mantiqueira são de tirar o fôlego com visão 360 graus das montanhas do sul de Minas e de São José dos Campos.

Abordaremos as travessias, de São Francisco Xavier a Monte Verde e Serra dos Poncianos, em novos posts.

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Local: Serra da Mantiqueira – entre Monte Verde e São Francisco Xavier.

Vale Encantado

Encontramos o guia Chico Bento e mais alguns aventureiros para explorar o Vale Encantado.

O dia ensolarado anunciava uma muralha naquela visão da serra. Olhando a mata de longe parecia quase que vertical.

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Em trinta minutos de caminhada chegamos ao ribeirão do Gomeral. A caminhada em trilha molhada adentrou um cânion estreito repleto de cascatas, cachoeiras e poços.

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De cenários incríveis, subimos leitos rochosos as margens de águas geladas onde raios de sol abriam clareiras de luz e calor em meia a mata escura e fria.

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A trilha na mata fechada dava lugar a leitos de pedra e de pequenas encostas rochosas onde o uso de corda se fez necessário.

O encanto estava presente nos contrastes entre luz e trevas, claro escuro, calor e frio, água e pedra. Um lugar singular e ao mesmo tempo exuberante!

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Das altas paredes rochosas, o musgo verde escorria pela encosta, e dele brotavam fios d’água. Cascatas escorriam e uma névoa se fazia presente em forma de gotículas… A densa vegetação aflorava em equilíbrio.

A contemplação se fez presente.

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No final, as paredes do cânion fecharam num singelo regato.

Deixando o olhar subir pelas paredes íngremes, a luz se escondia na copa das árvores…

Em minutos, com o sol a pino, a luz caminhou lentamente das árvores e desceu a parede rochosa até atingir as pedras onde estávamos.

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Um véu de luz se abriu e fechou ao longo do caminho.

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Uma caminhada onde é preciso estar preparado de corpo e alma.

Pedra da Mina

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Pedra da Mina é a quarta montanha mais alta do Brasil com altitude de 2.798 metros. O cume está na divisa dos municípios de Passa Quatro, Queluz e Lavrinhas, entre os estados de Minas Gerais e São Paulo.

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Em 1955 o pico da Pedra da Mina foi conquistado a partir do bairro rural do Paiolinho. Naquela ocasião o registro de altitude foi 2.718 metros.

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Em 2000 o geógrafo Lorenzo Giuliano Bagini confirmou que a Pedra da Mina era aproximadamente 6 metros mais alta que o Pico das Agulhas Negras (2.792 m).

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Em 2004, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Instituto Militar de Engenharia (IME), através do Projeto Pontos Culminantes do Brasil, registrou oficialmente a Pedra da Mina como a montanha mais alta do estado de São Paulo e quarta montanha mais alta do Brasil.

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Na vertente da Pedra da Mina nasce o rio Claro e rio Verde. Isto reafirma o nome Mantiqueira, dado pelos índios, como “serra que chora” por causa da existência de inúmeras nascentes em sua encosta.

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Este trecho da Mantiqueira é conhecido como Serra Fina e detêm uma das mais belas e difíceis Travessia do Brasil. Enfim, a Pedra da Mina é uma referência de montanhismo no Brasil.

Local: Passa Quatro / SP

Pico dos Marins

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O Pico dos Marins está localizado na Serra da Mantiqueira, na divisa dos municípios de Piquete e Cruzeiro, no estado São Paulo. Sua altitude é de 2.420 metros acima do nível do mar.

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É um dos points do montanhismo e trekking no estado de São Paulo e no Brasil. Formado por um grande maciço rochoso com paredões e escarpas íngremes. Foi escalado pela primeira vez em 1911.

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Como parte desse maciço, na linha de cume, avista-se o Pico Marinzinho, Pedra Redonda e Pico do Itaguaré. No maciço ao longe, avista-se a Serra Fina e a Pedra da Mina, seu ponto culminante.

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O trekking até o cume é considerado um dos mais bonitos do Brasil. Quanto ao grau de dificuldade pode-se dizer que é de médio a pesado com subida constante em terreno rochoso e “escalaminhadas” no trecho final.

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Evite subir com chuva e tempestades eletromagnéticas pois não existe abrigo para se proteger. A orientação fica limitada com a neblina que aparece com frequência.

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A temperatura chega facilmente abaixo de zero graus no inverno. Outro ponto de atenção são os fortes e constantes ventos. Procure ir com um guia experiente.

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Local: Piquete / SP.