Valle de la Luna

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No imaginário humano a lua é muito mais que um satélite natural da Terra. Desde os primórdios da humanidade a lua representa inúmeros simbolismos e vários locais no planeta tem recebido o nome de “vale da lua” por ser parecido com a superfície lunar.

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O Valle de la Luna, no deserto do Atacama, é mais um destes locais semelhante a superfície lunar, devido a formação de afloramentos e estratificações salinas ocasionados por agentes naturais ao longo de milhares de anos.

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Este vale esta num setor mais baixo na Cordilheira do Sal seguido a oeste pela Cordilheira de Domeyko com cerca de 4.300 m de altitude. O vale é conhecido como uma depressão pré-andina onde se localiza o Salar de Atacama a 2.300 m de altitude. A leste surge a Cordilheira dos Andes conhecida como altiplano e formada por uma cadeia de vulcões com altitudes em torno de 6.000 m.

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Os atrativos naturais são decorrentes de milhares de anos da ação da água e dos ventos, na erosão e desgaste de rochas, gerando o acumulo de sedimentos como cascalho, areia, argila e sais, e também deformados pelo movimento da crosta terrestre num passado distante.

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Estas formações geológicas são testemunhos deste intenso processo de formação do planeta. Estes atrativos recebem o nome de “Sendero Duna Mayor”, “Anfiteatro”, “Las Tres Marias”, “Mina Crisanta”, “Cuevas de Chulacao”, “Quebrada Cari” e “Cañon”.

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Local: Deserto do Atacama / Chile

 

 

 

Vulcão Lascar

Após quase uma semana no deserto, chegou o dia de subir o vulcão Lascar. Entre outros vulcões do Atacama, o Lascar está a sudeste de San Pedro do Atacama e cerca de 5.600 metros de altitude.

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No Chile o vulcão Lascar é o mais ativo. Na erupção de 1993, o vulcão lançou densas colunas de fumaça que poluiu o rio que abastece Talabre. Esta aldeia como estava situada nas encostas do vulcão, foi transferida para uma nova área e hoje restam apenas suas ruínas de pedra.

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Partimos de madrugada de San Pedro do Atacama num transporte 4×4. Na estrada me veio à mente a última erupção, no ano de 2006, onde se podia ver, a centena de quilômetros de distância, uma coluna de fumaça expelindo gases, partículas e cinzas.

Para não sofrer do mal da altitude fizemos uma boa aclimatação subindo outras montanhas. Usamos equipamentos apropriados como, por exemplo, roupas em camadas, luva, touca, lenço multifuncional, óculos de sol com proteção UV, mochila de ataque com ‘camel back’, bastões e botas de caminhada.

Antes de seguir para a face sul do vulcão, fizemos uma parada no meio do deserto para um reforçado café da manhã. Para espantar o frio tomamos chá de coca e ficamos esperando o nascer do sol despontar nas montanhas atrás da laguna Lejía.

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A partir da base do vulcão, a 4.800 metros de altitude, seguimos numa ascensão cadenciada, passos lentos e algumas paradas para descanso. Mesmo não sentindo sede bebia água e comia algo. Como era de manhã, o vento soprava fraco e o cheiro de enxofre não incomodou quando chegamos ao lado da cratera de 750 metros de diâmetro e 300 metros de profundidade.

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Após mais um descanso seguimos em direção ao cume. Subimos uns duzentos metros, passo-a-passo, lentamente bordejando a cratera pelo lado direito, seguindo uma trilha visualmente marcada por um terreno de pedregulhos e cascalhos.

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Hora de contemplar e celebrar o momento com os amigos de montanha! Após descanso e ter degustado uma barra de chocolate, iniciamos uma descida tranquila e lenta para não sofrer os efeitos do ar rarefeito.

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O espetáculo é garantido por uma visão 360° avistando inúmeras montanhas da região como, por exemplo, o Colachi, Corona, Tumisa, e também o salar Aguas Calientes e laguna Lejía.

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As paisagens são de tirar o fôlego!

Deserto do Atacama

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O deserto do Atacama está localizado ao norte do Chile e faz fronteira com Argentina, Bolívia e Peru. Tem cerca de 1.000 km de extensão e 105.000 km² de superfície. Está ao lado da cordilheira dos Andes onde é permeado por uma dezena de vulcões em atividade ou extinto.

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O Atacama é considerado o deserto mais alto e árido da Terra. Os dias são quentes com manhãs e noites frias. Dependendo da altitude e vento as temperaturas podem variar de  – 25 °C a + 45 °C.

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A precipitação média é de cerca de 15 mm por ano, embora em Arica e Iquique registros indicam chuvas entre 1 mm a 3 mm por ano. Estudos mostram evidências que o Atacama pode não ter tido qualquer precipitação significativa entre 1570 a 1971.

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No interior do deserto é comum 18 % de máxima umidade relativa do ar. Na temporada dos ventos pode facilmente chegar a 100 km/h. Devido a radiação solar muito alta o espectro ultravioleta é extremo, então o tempo máximo de exposição ao sol sem nenhuma proteção não deve ultrapassar 20 minutos.

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San Pedro do Atacama é a principal porta de entrada para o deserto do Atacama. Tem cerca de 7.000 habitantes com toda infra-estrutura turística e comercial para que os visitantes possam pernoitar e acessar os principais atrativos naturais.

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Este oásis no meio do deserto está a 2.400 metros de altitude. Então qualquer deslocamento em direção a cordilheira dos Andes, as altitudes aumentam facilmente para mais de 4.000 metros e tem a montanha Ojos Del Salado, considerado um vulcão extinto, a maior altitude com 6.893 metros acima do nível do mar. Nas montanhas acima de 6.000 metros de altitude é comum ter neve o ano todo.

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Com toda esta grandiosidade e clima extremo, encontramos muitos turistas, do mundo todo, perambulando pela “calle” principal chamada Caracoles. Muitos em busca de uma fonte termal para relaxar. Outros interessados na cultura, história, astronomia ou arqueologia da região. E aos mais aventureiros a prática do trekking, montanhismo, cavalgada, mountain bike, sand board ou off-road.

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Siga-nos, pois vamos desvendar o deserto mais árido do mundo em busca de suas salinas, gêiseres, vulcões, montanhas, cânions, lagoas coloridas, vales verdejantes, rios de água cristalina e dunas douradas; Além é claro, de sua fauna.

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Local: San Pedro do Atacama / Chile.