Augusta Montanha

Augusta montanha que tanto me faz bem.

Meu alento se refaz nas suas vertentes.

Com amor no coração enfrento as dificuldades da mais alta montanha.

O esforço e persistência seguem objetivos.

A força está no interior.

As desventuras são transformadas em superação e gratidão.

O sucesso e alegria são transitórios.

Os sinais estão à vista.

É preciso estar desconectado para se conectar.

O talento e força de vontade são aliados.

A incerteza caminha ao lado.

Ser beligerante é ver com outros olhos.

Oh augusta Montanha que tanto me faz bem!

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Boas Festas!

Kleber Luz

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Entre o Céu e a Terra

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Sem a correta dimensão para expressar aquela imensidão de pastos verdes e céu azulado, entre casinhas simples e antigas fazendas abastadas, plantações de cafés premiados pelo mundo afora, o costumeiro queijo e doce mineiro, um povo hospitaleiro e de abraço apertado, minha paixão por estas paragens só tem aumentado.

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Da prosa sem pressa, entre um café e outro pão de queijo, e mais uma estória de pescador. Os clicks para fotos ficaram nas paisagens do céu nuvioso, entre bocados de matas perdidas entre pastos e plantações de café, banana e milho. E o gado para se refrescar, sumiu nas sombras das arvores.

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Entre o céu e a terra, o calor escaldante anuncia chuvarada na tarde que chega. Enquanto que na estiagem revela umas das regiões mais frias de sul de minas. Então o povo começa a festança, com fogueira, música e comidas que acalentam o corpo e o espírito.

Local: Christina e Maria da Fé – MG.

Guardião do Tempo

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Nas andanças por aí me deixei estar à toa numa pracinha de minas. O calor tinha estacionado naquela tarde tranquila. Meu pensamento estava lento. O click para foto parou naquele ancião de chapéu branco. Os minutos pareciam horas. Tentando matar o tempo procurei por formas estranhas nas nuvens que passavam no céu. Logo percebi que o longevo sentou no banco da praça. De olhar vazio, tudo aparentava tons de cinza. O amálgama do arrastado e acelerado. Com ar pesado minha inspiração era pausada. O velho homem ali ficou com seu guarda-chuva preto. Um fiel guardião do tempo. Então, num piscar de olhos, ele se foi e tudo voltou ao corriqueiro e pacato de uma cidadezinha do interior de minas.

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Mar do Sertão

” Lá no velho Chico, existe a simplicidade diante de anos e anos de existência, fazendo parte de uma natureza aconchegante, onde almas saudosas se lavam nessas águas claras…

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É lá onde o silencio perpetua harmonizando canções ocultas que só os anjos daquele lugar se beneficiam ao escutar…

É o mar dos sertanejos, onde algumas palavras de sabedoria já foram ditas e ouvidas por anjos sem maldades e malícias.”

Maria José de Araujo