Pedra Ana Chata

Entre eucaliptos e campo aberto em aclive, adentramos na mata. Em constante subida, seguimos a direita na bifurcação em trecho mais inclinado. Logo deslumbramos a vista da pedra acima da copa das arvores. Em suas escarpas podíamos ver minúsculos pontos em movimento, eram os escaladores nas vias da pedra.

Atingimos a trilha principal após uma hora de caminhada e logo chegamos na entrada da gruta. Pelas entranhas da pedra, atravessamos a curta passagem e atingimos um patamar rochoso. Desse ponto, à visão do Baú e mais um escalador subindo a pedra.

Em seguida atravessamos trechos com barras, grampos e escadinhas de ferro encravados na rocha. Então fizemos um desvio a esquerda, antes de chegar no topo, para apreciar a vista na ponta do lado oeste da pedra. Na volta paramos na “janela em U” para apreciar a vista.

Finalmente atingimos o topo da Pedra Ana Chata a 1.670 metros de altitude. O contentamento é sempre bom com a paisagem que se expande numa visão ampla. Na ponta leste da pedra temos a magnifica perspectiva do Baú visto de lado.

Para completar o espetáculo, ainda temos a vista do Vale do Paiol ao lado, o município de São Bento do Sapucaí bem ao fundo e toda a serraria do sul de minas.

Esta trilha, a partir do estacionamento Chico Bento, tem a distância total de 5 km. Com paradas na subida e descida, registramos um total de 3 horas, sem contar o tempo em cima da pedra.

Os Irmãos Cortez

Uma verdadeira obra esculpida pela natureza. A bela formação rochosa encravada no alto da serra da Mantiqueira ressalta um granito imponente. Merece destaque a estória de seus desbravadores.

Já passados 80 anos do grande feito dos irmãos Cortez, Antônio e João Teixeira de Souza, ao atingir o topo da pedra em 12 de agosto de 1940.

Pela face Sul os irmãos desbravaram o paredão de 340 metros de altura, subindo pelas fissuras, entre vegetação e rocha nua. Alcançaram o topo com ajuda de troncos de árvores e muita coragem. Um feito inédito para o montanhismo brasileiro.

Logo que o empresário Luiz Drumond Villares foi levado ao topo pelos irmãos Cortez, ele ficou tão encantado com a beleza que financiou a construção das vias ferrata e um refúgio de montanha.

Então, em 1943 os primeiros grampos de ferro e escada de pedra foram instalados na face Sul (lado de Campos do Jordão), facilitando o acesso de outras pessoas.

Depois um refúgio de montanha foi construído e entregue em 1947. Foram quase dois anos de obra devido à dificuldade ao transportar os materiais até o topo.

Infelizmente o refúgio sofreu vandalismo ao longo dos anos e na década de 80 havia apenas a chaminé da lareira. Atualmente sobraram apenas os alicerces.

Na foto acima, o Bauzinho (aparece uma pontinha a esquerda), o Baú (ao centro) e a Ana Chata (a direita). Em 2010, o Complexo da Pedra do Baú foi constituído em Monumento Natural Pedra do Baú.

Local: Campos do Jordão e São Bento do Sapucaí – São Paulo.

Nota: infelizmente não encontrado uma boa foto dos irmãos Cortez para publicar.

Monumento Natural Pedra do Baú

Este monumento natural de rara beleza cênica é uma Unidade de Conservação de Proteção Integral, numa área natural protegida pelo poder público do estado de São Paulo. Entre Campos de Jordão e São Bento do Sapucaí, é denominado Monumento Natural Pedra do Baú com objetivo de proteger a biodiversidade, recursos hídricos e geológicos; E preservação cultural e histórica da Serra da Mantiqueira.

Estas montanhas rochosas estão cercadas por matas nativas e conhecidas como Pedra do Bauzinho, Pedra do Baú e Pedra Ana Chata, o Complexo Pedra do Baú. Tem altitude máxima de 1.950 metros e larguras variáveis ao longo de toda extensão. O Baú com 340 metros de altura e 540 metros de comprimento se destaca pela espetacular formação rochosa sobre a Mata Atlântica.

É considerado um dos principais locais de escalada do estado de São Paulo e do Brasil. Nas trilhas que levam ao topo das pedras, temos uma caminhada de curta duração até a Pedra do Bauzinho, e aquelas percorridas em algumas horas, como a da Pedra do Baú, subindo os 600 degraus pela via ferrata face norte e descendo a face sul, ou Pedra Ana Chata passando pela via ferrata face sul.

Do cume das pedras, vemos um mar de montanhas da Mantiqueira e ilhas de matas nativas espalhadas pelo planalto. De um lado, Campos do Jordão, e do outro São Bento do Sapucaí, com vista do Vale do Paiol e ao fundo as montanhas que separam São Paulo do estado de Minas Gerais.

Local: Campos do Jordão e São Bento do Sapucaí – São Paulo.

Pernoite no Baú

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Na busca de mais uma pernoite na montanha, seguimos para a Pedra do Baú que está a 1.950 m de altitude e pode ser avistada no Vale do Paraíba, Serra da Mantiqueira e Sul de Minas Gerais.

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O sol ao entardecer iluminava o imponente Baú com seus 340 m de altura e 540 m de comprimento. Estacionamos do lado do restaurante e após ajustes nos equipamentos seguimos por uma trilha bem demarcada, subindo em direção a Face Norte.

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A Face Norte começa com degraus de ferro alternando trechos em caminhos naturais na encosta do rochoso. A partir da “parada dos medrosos” a subida reservou uma boa dose de adrenalina devido ao alto grau de exposição até chegar ao topo da pedra.

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O clima estava muito bom. A noite registramos temperatura mínima de 10ºC e sem nenhum vento. O acampamento foi montado ao lado do que restou do antigo abrigo de montanha e o jantar foi preparado com muita fartura.

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Durante o amanhecer uma névoa encobriu todo o vale e foi logo dissipada pelo sol. A leste apreciamos a magnifica visão do Bauzinho e a oeste pode-se observar uma grande sombra do Baú despontando sobre a Pedra Ana Chata.

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Após um demorado café da manhã iniciamos a desmontagem do acampamento e preparação para descer a Face Sul. Deste lado da pedra a vegetação é mais abundante e alguns trechos aparentavam menor exposição.

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Ao chegar na base da pedra seguimos uma trilha a direita. Numa alternância de descidas e subidas atingimos novamente a base da Face Norte. Então descemos o trecho final até o estacionamento.

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Seja na subida ou descida da Pedra do Baú, usamos equipamentos do tipo bouldrier e talabarte duplo para proteção individual durante a movimentação entre os degraus de ferro.

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Mais um acampamento espetacular e literalmente sobre as nuvens!

Volta do Baú 30K

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Os “trail runners” largaram cedo, da praça da matriz de São Bento do Sapucaí, para uma jornada desafiadora. A prova Volta do Baú é mais uma daquelas corridas de montanha para se divertir e testar os limites de quem gosta de correr em meio à natureza.

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Uma prova de 30 km com lindas paisagens da Serra da Mantiqueira tendo como cenário principal o complexo rochoso do Baú. Um percurso para se conhecer as montanhas locais por estradinhas de terra e trilhas técnicas com aclives e declives generosos.

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Amanheceu com neblina e logo após a largada despontou um belo dia ensolarado. Após atravessar o Bairro do Quilombo seguimos pela serra do lado esquerdo do vale, em uma longa subida. Caminhar foi inevitável e paradas para fotografar foram constantes.

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Na descida para o fundo do vale se tem uma bela vista da Pedra do Baú. Logo atravessamos para o outro lado da serra. Neste ponto estava à metade do caminho e o inicio da segunda subida mais difícil da prova.

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Na segunda serra, tentava dar passadas longas e corridas curtas para superar a subida aos pés do Baú. Deste ponto surgiram trilhas mais técnicas e com todo cuidado os obstáculos foram vencidos.

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O percurso foi acima dos 1.700 metros de altitude quando corremos na trilha que vai até a Pedra Ana Chata. No meio da trilha descemos por dentro de uma mata por traz da Ana Chata e seguimos pela crista até cruzar um pasto e adentrar uma nova mata.

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Numa descendente o percurso alternava um sobe e desce, como também, trilhas na mata e pastos até chegar ao Mirante do Cruzeiro. Finalmente de volta a praça da matriz.

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Uma corrida de montanha excepcional que aliada a uma boa estratégia de prova, treino dedicado e muita perseverança resulta numa chegada alegre e sem grande exaustão.

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Fotos: Kleber Luz e Wladimir Togumi – adventuremag.

Rolezinho na Montanha

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Sabe aquele dia que você acorda com aquela energia para uma caminhada sem grandes pretensões. Tipo rolezinho, isso mesmo, apenas dar uma volta, fazer um passeio… De preferência na natureza.

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Diferente do rolezinho como um neologismo, do tipo flash mob, aquele de encontros simultâneos de milhares de pessoas em locais públicos marcados pela internet por meio de redes sociais.

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Longe disso, apenas amigos e família num encontro marcado de ultima hora. Desta vez com os amigos de corrida seguimos na trilha da Pedra Ana Chata e Bauzinho.

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Mochila de ataque, água, lanche e muita disposição. Para ganhar o dia, o café da manhã foi numa padaria em Monteiro Lobato. Depois seguimos direto para o inicio da trilha em São Bento do Sapucaí.

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Para os amigos corredores não faltaram fôlego na trilha em terreno desnivelado. Da Pedra Ana Chata seguimos para o Bauzinho para vislumbrar a outra face do Baú.

Caminhando na Mantiqueira

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O dia amanheceu mergulhado numa neblina fria até aparecer os primeiros raios de sol. Nossa direção, Serra da Mantiqueira. Destino, Pedra Ana Chata. Na estrada tivemos a oportunidade de observar o complexo rochoso do Baú e um pouco mais afastado, à esquerda, uma pedra aparentemente pequena. Puro engano! Sua grandeza se mede a cada passo até atingir o cume a 1.670 metros de altitude.

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Entre as várias trilhas existentes, escolhemos aquela em que podíamos caminhar e apreciar a vista das outras pedras. Saímos subindo uma colina em campo aberto entre poucas árvores. À medida que caminhávamos morro acima a dificuldade aumentou quando entramos na mata.

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Passamos pelo acesso ao Baú e descemos a trilha até atingir uma pequena clareira. Depois caminhamos bordeando a montanha numa constante subida, ainda sem visão da pedra, até alcançar a crista. Retomamos o fôlego! Deste ponto a trilha ficou menos íngreme. Mais a frente o caminho parecia um labirinto. Para nossa surpresa chegamos à entrada de uma gruta escura que é uma passagem natural por debaixo de uma grande rocha onde depois contornamos a mesma for fora até atingir um novo patamar.

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A partir da gruta estávamos praticamente escalaminhando a pedra e depois utilizamos escadinhas de ferro para ajudar na passagem em direção ao cume. Após mais alguns lances de escada abre-se uma vista panorâmica de tirar o fôlego. Deste ponto já podemos ver o vale e ao fundo o município de São Bento do Sapucaí.

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Em mais alguns passos superamos uma fenda na rocha chegando ao ponto mais alto da pedra. A recompensa final é a imponente Pedra do Baú que está numa posição lateral pouco conhecida. A primeira vista é como se tivéssemos aberto uma janela, da escuridão para luz. Uma poesia da natureza!

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