Engarrafamento na Montanha

Hoje em dia nas grandes cidades não temos como evitar um engarrafamento no transito ou uma fila no banco…. Mas engarrafamento na montanha!

Isso mesmo. Nesta semana foi divulgado mais um engarrafamento de montanhistas no topo do Everest. Infelizmente provocou mais mortes nesta temporada no Himalaia. Certamente as autoridades nepalesas irão rever as regras de acesso para as altas montanhas. Basicamente o acumulo de montanhistas no topo da montanha, se deve ao fato que qualquer um que pagar a “permissão” pode subir o Everest com a contratação de uma expedição comercial ou dos sherpas, e não precisa ser um montanhista experiente e preparado em altas montanhas.    

Então vamos deixar a alta montanha, e focar nas montanhas do Brasil. Infelizmente, estamos encontrando o mesmo problema. O engarrafamento, por exemplo, começa na portaria da entrada, parte alta do Parque Nacional de Itatiaia, com enorme fila de carros já no início da madrugada. Depois, apesar da regra limitando o número de pessoas nas montanhas, os engarrafamentos naturalmente acontecem na subida do Pico Agulhas Negras e Prateleiras.

E quando o local ainda não é protegido e controlado, com regras de uso para segurança dos visitantes. Como exemplo, o Pico do Marins onde o engarrafamento na escalaminhada final da montanha é comum na alta temporada. Enquanto que na Serra Fina, a cada temporada temos inúmeros casos de pessoas perdidas durante a travessia, e o resgate pelo ar e/ou por terra são acionados. Isso sem falar do lixo deixado nestes locais.

Novamente, além dos montanhistas inexperientes, temos também a falta de consciência sobre não deixar lixo na montanha, respeitar regras de segurança no trekking e camping, ter um bom planejamento e equipamento adequado. Aqui não temos o ar rarefeito, mas no inverno temos frio, vento e temperaturas negativas podendo causar hipotermia, e no verão temos tempestades com raios e ventania forte. Ainda temos a possibilidade de cerração, neblina e dificuldade para orientação e navegação em terreno rochoso, ingrime e bastante irregular.

Então vamos para um local de fácil acesso na montanha. Mesmo assim, hoje em dia, também tem engarrafamento no topo. Neste caso, a Pedra da Macela para tirar selfies ao nascer do sol.

Anúncios

Planalto de Itatiaia

O Morro do Couto é a 2ª montanha mais alta de Itatiaia e o 8° ponto culminante no Brasil. O nome provém do período da colonização quando os escravos fugiam das fazendas da região e subiam o morro para se acoutar, ou seja, se abrigar e refugiar.

A 2.680 m de altitude o Morro do Couto ajuda na visão 360° do planalto de Itatiaia e suas montanhas como Pedra do Altar, Pedra do Sino, Asa do Hermes, Agulhas Negras e Prateleiras, como também do Vale do Paraíba, Serra Fina e Serra do Papagaio.

Trekking Pedra da Mina ao Capim Amarelo

A travessia da Serra Fina é um clássico do montanhismo brasileiro. Dizem que no sentido contrário, da Fazenda do Pierre a Toca do Lobo, o desafio é maior.

Nesse trecho fomos da Pedra da Mina ( 2.798 m a.n.m. ) ao Capim Amarelo ( 2.491 m a.n.m. ).

”  Magnifico entardecer com vista do Capim Amarelo bem ao centro. “

001 (Large)

No dia seguinte, acordamos logo cedo para ver o nascer do sol com a silhueta do Pico das Agulhas Negras ao fundo.

002 (Large)

” Aproveitamos também para nos aquecer após uma longa e fria noite. “

003 (Large)

A oeste, a sombra da Pedra da Mina destacou ao centro o pico Capim Amarelo, nosso destino naquele dia.

004 (Large)

Como na Serra Fina não tem trégua, o calor e nebulosidade foram constantes durante todo o trajeto.

005 (Large)

” O vento, como sempre, demostrou sua força desenhando ondas de nuvens ao longo da crista da serra. “

006 (Large)

Após duas horas de trekking paramos para coletar água no rio Claro e por volta do meio dia o clima dava sinais que teríamos um pé-d’água ao final da tarde.

007 (Large)

Na descida ao acampamento Maracanã começou a chuviscar e logo chegou uma forte cerração.

” O perrengue se instalou na subida do Capim Amarelo, com vento, frio e chuva. “

008 (Large)

Com gana e a passos lentos chegamos ao cume. Montamos e pulamos rapidamente para dentro das barracas.

Em poucos minutos a chuva cessou, a temperatura aumentou e podemos sair dos abrigos. Apesar do cansaço fomos preparar o jantar.

Para nosso deleite, o pós tempestade deixou a tarde mansa, de ar parado, céu alaranjado e a visão de onde partimos pela manhã…

” Pedra da Mina escondida entre nuvens. “

009 (Large)