Repare na Natureza

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” Aqueles que têm um grande autocontrole, ou que estão totalmente absortos no trabalho, falam pouco. Palavra e ação juntas não andam bem. Repare na natureza: trabalha continuamente, mas em silêncio”.

Mahatma Gandhi

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Trekking Pedra da Mina ao Capim Amarelo

A travessia da Serra Fina é um clássico do montanhismo brasileiro. Dizem que no sentido contrário, da Fazenda do Pierre a Toca do Lobo, o desafio é maior.

Nesse trecho fomos da Pedra da Mina ( 2.798 m a.n.m. ) ao Capim Amarelo ( 2.491 m a.n.m. ).

”  Magnifico entardecer com vista do Capim Amarelo bem ao centro. “

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No dia seguinte, acordamos logo cedo para ver o nascer do sol com a silhueta do Pico das Agulhas Negras ao fundo.

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” Aproveitamos também para nos aquecer após uma longa e fria noite. “

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A oeste, a sombra da Pedra da Mina destacou ao centro o pico Capim Amarelo, nosso destino naquele dia.

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Como na Serra Fina não tem trégua, o calor e nebulosidade foram constantes durante todo o trajeto.

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” O vento, como sempre, demostrou sua força desenhando ondas de nuvens ao longo da crista da serra. “

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Após duas horas de trekking paramos para coletar água no rio Claro e por volta do meio dia o clima dava sinais que teríamos um pé-d’água ao final da tarde.

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Na descida ao acampamento Maracanã começou a chuviscar e logo chegou uma forte cerração.

” O perrengue se instalou na subida do Capim Amarelo, com vento, frio e chuva. “

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Com gana e a passos lentos chegamos ao cume. Montamos e pulamos rapidamente para dentro das barracas.

Em poucos minutos a chuva cessou, a temperatura aumentou e podemos sair dos abrigos. Apesar do cansaço fomos preparar o jantar.

Para nosso deleite, o pós tempestade deixou a tarde mansa, de ar parado, céu alaranjado e a visão de onde partimos pela manhã…

” Pedra da Mina escondida entre nuvens. “

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Circuito Cinco Lagos

Chegamos as sete horas da manhã no Posto Marcão para dar entrada no Parque Nacional de Itatiaia.

Escolhemos uma nova trilha chamada de Circuito Cinco Lagos. Este caminho reservara paisagens fantásticas do planalto, com seus campos de altitude, montanhas, serras e vales.

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“A geada cobriu de branco o caminho na sombra da montanha. O amanhecer anunciou a bela vista da estrada parque, o Morro do Camelo e ao fundo a Serra Fina

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Contornando aquela elevação chegamos ao primeiro lago. Adiante seguimos numa sequencia de trilhas de encosta rochosa tendo ao fundo vales e paisagens como o Pico do Papagaio e Serra Negra.

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Após duas horas de trekking encontramos o entrocamento onde a esquerda desce em direção a Cachoeira do Aiuruoca e a direita continua no circuito para logo adiante avistarmos a Pedra do Altar.

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Abaixo do Altar a caminhada seguiu contornando o maciço e subiu a colina, olhando para trás vemos o segundo lago, quase que escondido, e ao fundo a Pedra do Couto.

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É um circuito para apreciar todas as montanhas de Itatiaia. Deste ponto avistou-se adiante a pedra Asa do Hermes e o pico Agulhas Negras.

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Ao contraste do calor do sol e da brisa gelada, descemos até o ponto onde avistou-se os últimos três lagos. Num cenário de cartão postal o destaque das Prateleiras ao fundo.

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O caminho ainda passa pelo abrigo e camping Rebouças. Neste trajeto temos a vista da Pedra do Couto e passamos pela nascente do rio Campo Belo a 2.350 metros de altitude.

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“Um deleite caminhar nas terras altas de Itatiaia

Circuito Couto Prateleiras

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Esta pequena travessia, conhecida como Circuito Couto Prateleiras, é uma das mais belas do Parque Nacional de Itatiaia. De fácil acesso, possibilita subir o Morro do Couto (2.680 m) e Prateleiras (2.548 m) em um único dia.

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Lembrando que para subir Prateleiras com segurança é importante usar equipamento básico de escalada. No caso do Morro do Couto a subida final fica por conta de uma boa escalaminhada.

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Desta vez saímos e retornamos para o Rebouças, local do nosso acampamento. Avançamos rapidamente pela estradinha de terra e no estacionamento subimos à esquerda até encontrar o início da trilha para o Morro do Couto.

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Como em outras trilhas do parque, temos a visão de importantes montanhas da serra da Mantiqueira. É uma explosão de paisagens panorâmicas e montanhosas.

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Primeiramente avistamos a Serra Fina e Pedra da Mina. Na travessia, temos a visão da Pedra do Altar, Asa do Hermes, Pico das Agulhas Negras, Pedra Assentada, Pedra da Maça, Pedra da Tartaruga e Prateleiras.

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Ainda temos uma panorâmica do planalto de Itatiaia onde se encontra o Abrigo e Camping Rebouças. Avistamos também a Parte Baixa do parque, e do outro lado do vale, a Serra do Mar.

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Simplesmente um longo e prazeroso dia, onde caminhar foi apenas um pretexto… Para fotografar, papear com os amigos e depois acampar a 2.460 metros de altitude.

Pedra Assentada

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A Pedra Assentada é mais um atrativo natural da unidade de conservação de proteção integral, o Parque Nacional de Itatiaia (PNI).

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A trilha é a mesma das Prateleiras até a base. Deste ponto segue-se um caminho a esquerda passando ao lado das Prateleiras até a Pedra da Tartaruga e Pedra da Maçã.

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O maciço rochoso que se destaca ao fundo é a Pedra Assentada e ainda não é possível ver a grande rocha no seu cume que dá nome ao maciço.

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Seguindo a leste, a trilha termina na sua base e começa uma seqüência de boas escalaminhadas até à grande rocha. Para acessar o cume é necessário escalá-la.

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Interessante observar, do outro lado da pedra, o caminho da Travessia Ruy Braga que termina na parte baixa do parque nacional. Com olhar atento ainda pode-se ver as ruínas de um posto meteorológico instalado na década de 1910.

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Olhando a oeste, se tem a vista, a partir de um ângulo bem diferente, do conjunto rochoso das Prateleiras e suas formações no mínimo curiosas. Mais ao fundo o despenhadeiro se abre para o Vale do Paraíba.

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O Maciço de Itatiaia é um processo erosivo de milhões de anos de um antigo vulcão. Então, qualquer formação, como a Pedra Assentada, aparentemente insignificante se torna magnificente a cada passo em direção ao cume.

Local: Parque Nacional de Itatiaia / RJ.

Parque Nacional de Itatiaia

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O primeiro parque nacional do Brasil, o Parque Nacional de Itatiaia, foi criado em junho de 1937 pelo Presidente Getúlio Vargas.

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Situado na Serra da Mantiqueira na divisa de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. A área do parque abrange os municípios mineiros de Itamonte e Bocaina de Minas, e municípios cariocas de Itatiaia e Resende.

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A vegetação é fortemente influenciada pela altitude. A 540 metros a.n.m. predomina a floresta densa, diversos curso d’água, com fauna e flora abundante. A medida que subimos a serra, tendo seu ponto culminante a 2.791 metros a.n.m., encontramos uma vegetação rasteira e montanhas rochosas.

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Conhecida como Parte Alta, na região do Planalto de Itatiaia avista-se os campos de altitude, mananciais e montanhas. Paraíso para a prática de caminhadas, escaladas e travessias. Os atrativos naturais são o Pico das Agulhas Negras, Prateleiras, Morro do Couto, Cachoeira do Aiuruóca, Asa de Hermes, Pedra do Sino e Pedra do Altar.

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Na Parte Baixa encontram-se uma vegetação densa, cachoeiras e piscinas naturais em meio à exuberante Mata Atlântica. Os principais atrativos são o Mirante do Último Adeus, Três Picos, Lago Azul, Poranga, Maromba, Itaporani, Véu de Noiva e Centro de Visitantes.

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Com uma pitada de aventura, bom condicionamento físico, respeito a natureza e práticas seguras em atividades outdoor, podemos desfrutar ao máximo todos estes atrativos. Nos próximos posts exploraremos a Parte Alta e Baixa da Unidade de Conservação.

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Local: Parque Nacional de Itatiaia / RJ

Flores da Montanha

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Um final de semana especial. Em primeiro lugar pela companhia dos amigos, entre pais e filhos. Em segundo, estar na região elevada do planalto de Itatiaia. Em terceiro pela riqueza da composição florística dos campos de altitude.

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Apesar da interferência humana, o Parque Nacional do Itatiaia se destaca pela Floresta Ombrófila Densa ou Floresta Pluvial Tropical e na parte mais elevada do planalto ocorrem os Campos de Altitude. Uma curiosidade, tanto o termo Ombrófila, de origem grega, como Pluvial, de origem latina, ambas significam “amigo das chuvas”.

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Além do predomínio de gramíneas, também ocorre grande número de bromélias, orquídeas, cactos e líquens. A flora dos Campos de Altitude é considerada extremamente especializada para suportar o frio do inverno e ventos constantes.

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Os campos e arbustos são substitutos da floresta a partir de 1.600 metros de altitude, quando as condições ambientais não permitem a evolução de árvores. Tudo dentro de um relevo intricado entre vales, grotas e vertentes de grandes variações de altitudes e temperaturas.

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Esta verificação ocorreu num final de semana em maio quando as temperaturas entram em declínio gradual com o fim do outono e chegada do inverno. O caminho percorrido nos levou ao Morro do Couto que está entre as dez maiores elevações rochosas brasileiras.

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Como tudo na natureza a beleza é perfeita através da nossa percepção imperfeita. As árvores podem estar retorcidas de modo estranho ou pétalas faltarem na composição de uma flor. No final das contas a natureza é sabia nas suas revelações.

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Asa de Hermes

A parte alta do Parque Nacional de Itatiaia é um local para a prática do montanhismo onde estão localizadas diversas trilhas e vias de escalada em picos com mais de 2.400 metros de altitude. Desta vez seguimos em direção a Asa de Hermes.

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Esta formação rochosa, que de longe, parece com a asa do deus Hermes. Na mitologia grega Hermes era filho de Zeus e da ninfa Maia, cujo nome de origem provavelmente significa os montes de pedra usados para indicar os caminhos. Entre suas várias atribuições incluíam-se as de mensageiro dos deuses. Era representado com um chapéu alado e asas nos pés.

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Partindo do Abrigo Rebouças, percorremos pelo mesmo caminho de acesso ao Pico das Agulhas Negras até uma placa indicando bifurcação à esquerda. Na seqüência uma nova bifurcação marca o caminho à direita para a Asa de Hermes.

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O caminho segue paralelo ao córrego Agulhas Negras e o maciço de Itatiaia. No final a trilha atravessa um charco à direita e segue numa curta subida pela rocha. A partir deste ponto alguns totens de pedra sinalizam o caminho.

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Contornando a esquerda por entre arbustos e pequenas árvores se avista grandes blocos de rocha entre o maciço das Agulhas Negras e a Asa de Hermes. A partir deste ponto a trilha se transforma numa “escalaminhada”. Necessário atenção na navegação para passar com segurança entre as rochas.

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Após a transposição por cima ou debaixo de grandes rochas avista-se o outro lado do maciço. Aqui se desce um pequeno platô para contornar e subir uma última vegetação à esquerda. Deste ponto se margeia pela direita até atingir o ponto onde a “escalaminhada” se torna mais técnica.

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Neste momento atenção na “escalaminhada” para subir a face leste do maciço. Depois é caminhar nas canaletas rochosas até alcançar a Asa de Hermes.

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Surpreendente o tamanho da pedra que desta posição pouco se parece com a asa do deus Hermes. Desta posição temos uma visão parcial do lado oeste do parque nacional com a Pedra do Altar e Morro do Couto mais ao fundo.

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