Atos de Virtude

” Nas intempéries da montanha as virtudes humanas são moldadas, às vezes, a duras penas quando não estamos atentos aos sinais “

Ato I – Entusiasmo

É energia interior que promove a vitalidade para executar o plano traçado.

Ato II – Paciência

É o controle das emoções e desejos, atraindo esperança e bem-estar no dia-a-dia.

Ato III – Coragem

É o exercício do domínio do medo diante de situações difíceis e adversidades da vida.

Ato IV – Flexibilidade

É constante adaptação às circunstâncias e relacionamentos, criando condições para permanecer firme.

Ato V – Disciplina

É ordem em harmonia aos preceitos estabelecidos, com tolerância e perseverança para a vida ser possível.

Ato VI – Generosidade

É verdadeiramente gostar do outro e ajudar sem nada em troca, no constante exercício do desapego e caridade.

” Nas longas caminhadas da vida, de nada vale as virtudes se não mergulhar no interior de si. Para que o melhor de si comece a transbordar “

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Subindo a Serra

Após correr a meia maratona do aniversário de Caraguatatuba, subimos a serra no domingo seguinte para uma corrida de montanha.

A “Move Trail Run” aconteceu na estancia climática de Cunha / SP com largada no Parque Lavapés. Para não perder a oportunidade fomos na distância de 18 km.

Uma prova bem organizada visando à disseminação da modalidade que teve uma volta promocional onde os atletas correram o primeiro km pelo centro da cidade e passaram ao redor da igreja matriz.

Ao retornar em direção ao Parque Lavapés, desviou para fora da cidade em direção as estradas rurais.

Entre aclives e declives constantes por estradas de terra, o ganho e perda de elevação somou 1025 metros numa altitude máxima de 980 metros.

Do litoral para serra, a paisagem mudou completamente. Foi tomada por campos verdes e colinas bucólicas.

Após este desafio, nos restou ir passear no Lavandário e depois degustar os quitutes na 18ª Festa do Pinhão.

 

Descendo a Serra

Descemos a Serra do Mar em direção ao litoral norte de São Paulo para participar da Meia Maratona do Aniversário de Caraguatatuba.

Em dois domingos seguidos, participamos de duas provas. Ambas com elevação e tipo do terreno bem diferente, e altitude variando de quase 0 a 900 metros.

A largada da meia maratona aconteceu na orla da praia do Porto Novo. Como saiu um pouco antes das 7:30 da manhã, pegou de surpresa alguns atletas que ainda estavam chegando. Este deslize da organização foi compensado pela boa estrutura de prova.

Uma meia maratona no litoral tem suas vantagens. Além do belíssimo visual da costa, o percurso foi praticamente cem por cento plano e com posto d’água a cada 2 km.

No domingo seguinte a estória foi totalmente outra quando subimos a serra, mas este desafio vamos mostrar no próximo post.

Asas ao Vento

Como passageiro no mundo, busco o vazio que sempre me consome. Preso as correntes da rotina, o importante é o agora.

Então a águia voa alto na esperança de tempos melhores.

Entre voos altos e tantos outros rasantes, o medo é irrelevante. Como dessa vida não se leva nada, é hora de novos olhares para desaparecer nas nuvens.

E deixar os ventos desarranjados para trás.

O céu nem sempre está azul. O sentimento volita em novos ares. Asas ao vento, eu quero voar. Aqui não quero ficar.

Lá do alto… Aqui em baixo é tão fútil.

O pensamento anda de mãos dadas com o bem e o mal. Atenção nas armadilhas do ego. Minha alma clama, preciso voar.

Encontro o pensamento no abismo do silencio para o resgate de mim mesmo.

Encantos da Canastra

Os encantos da Canastra começaram com a vinda do navegador Américo Vespúcio que comandou uma expedição à foz de um rio nas terras do Novo Mundo. Era 4 de outubro de 1501, dia de São Francisco de Assis, o padroeiro dos animais e da natureza. Então nascia o Velho Chico. Depois vieram novas comitivas portuguesas que desbravaram, navegando rio adentro, o interior do continente.

O nome Canastra foi denominado aos chapadões por terem um formato parecido com um baú antigo. Então a magia do lugar foi encantando os colonizadores que chegavam na região da Serra da Canastra.

Das várias serras que compõem a região da Canastra, a altitude atinge 1.500 metros, em meio a uma rica fauna e flora, cuja cobertura vegetal de cerrado e matas ciliares revelam um terreno acidentado que formam belíssimas depressões, em centenas de cachoeiras, como a famosa Casta D’Anta.

Para proteger e preservar este bioma, sua fauna e nascentes, como também, possibilitar pesquisas, educação ambiental e turismo ecológico, foi criado o Parque Nacional da Canastra em 1972.

A magia da Serra da Canastra não é somente a natureza exuberante, mas também sua culinária peculiar e principalmente o acolhimento do povo mineiro.

Local: Delfinópolis e São Roque de Minas – MG.

Arvore Solitária

Ao caminhar na Serra da Canastra os olhos atentos vasculharam aqueles campos de cerrado numa vastidão sem fim. Além da ventania que trouxe frescor ao caminhar debaixo daquele sol escaldante, anunciou algumas arvores solitárias.

Com alegria no espirito e leveza no corpo, o caminhar passou despercebido naquele primeiro dia de travessia. Entre amigos as conversas foram jogadas ao vento com as arvores a perscrutar nossos passos.

Arvores solitárias. Sua imponência não estava no tamanho, e sim na sua pureza. Castigada pelo sol e vento, trazia um silencio interior de absoluta paz. Dava esperança carregada em flores.

Naquela longa jornada, apos muito caminhar, a perseverança das arvores solitárias se fizeram solidárias durante o trajeto.

Nosso Caminhar – parte 3

“A vida vai ficando cada vez mais dura perto do topo.” 

Friedrich Nietzsche 

Ao final de uma longa caminhada, é normal estar esgotado. Os últimos metros são os piores. As barreiras encontradas ao longo da travessia são inúmeras. Uma voz diz para desistir. O corpo doe. Tudo parece insuportável. Então, surge a força de vontade, quase esquecida. Valeu a pena!

Desbravador – parte 3

Dizem que o desconhecido e o medo andam juntos.

No poente, temos o anuncio da noite escura, do frio intenso e dos animais que saem a caça. É hora de montar abrigo. O desconhecido e o medo ficaram lá fora…

Ao amanhecer, o sol radiante declara que a vida continua. Momento de contemplação e agradecimento por tudo e por todos os seres vivos!

Respiramos fundo e seguimos em frente, com determinação, vontade e fé.

Como caminhar é preciso, agora é hora de montar a mochila da próxima aventura.

Desbravador – parte 2

Dizem que o desbravador não tem medo do desconhecido.

Na montanha, temos que ser fortes e humildes para superar as adversidades do relevo e clima severo. Algumas vezes, temos que respeitar o que a montanha nos diz e entender que nem sempre chegaremos no cume na primeira vez.

A natureza é fascinante!

Ao amanhecer na montanha, o sol desponta no horizonte trazendo luz e calor. Do alto, o mar de nuvens seduz o espírito. O pensamento em oração contempla mais um dia de vida.

Como caminhar é preciso, vamos a última parte desta empreitada exploratória.