Monumento Natural Mantiqueira Paulista

Caminhantes nas montanhas da Mantiqueira, com frequência, falam sobre a importância da criação de uma unidade de conservação na localidade entre o Pico dos Marins e Pico do Itaguaré.

Então, em junho de 2020, foi publicado no diário oficial a resolução SIMA-33 sobre os procedimentos para criação do Monumento Natural Mantiqueira Paulista, nos municípios de Cruzeiro e Piquete, São Paulo.

A estória é mais ou menos assim…

Tudo começou em 2015 quando a Secretaria do Meio Ambiente criou o Grupo de Trabalho Mantiqueira para desenvolver estudos e propostas de proteção, conservação, desenvolvimento sustentável, e dos aspectos ambientais e socioeconômicos, a partir da cota 800 m da Serra da Mantiqueira entre Pindamonhangaba, Guaratinguetá, Piquete, Cruzeiro, Lavrinhas e Queluz.

No âmbito do Grupo de Trabalho Mantiqueira, as prefeituras de Cruzeiro e Piquete, solicitaram a criação respectivamente do Monumento Natural Pico do Itaguaré e Pico dos Marins. Em 2019, a Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente solicitou que a Fundação Florestal coordenasse um estudo para avaliar o pedido das prefeituras.

A proposta considerada mais adequada foi a criação da Unidade de Conservação de Proteção Integral, na categoria Monumento Natural – MONA, abrangendo a área de vegetação da Serra da Mantiqueira em Cruzeiro e Piquete.

Como o MONA tem objetivo preservar sítios naturais raros, singulares ou de grande beleza cênica, o Monumento Natural Mantiqueira Paulista teve proposta final discutida em Audiência Pública com área final protegida de 10.371 hectares.

As principais justificativas para criação da MONA Mantiqueira Paulista são:

  • A Mata Atlântica é um “hotspot” mundial de biodiversidade dado as ameaças para conservação ambiental;
  • A Serra da Mantiqueira é um patrimônio natural de biodiversidade com centenas de espécies da fauna, flora e aspectos geológicos especiais;
  • O bem-estar humano é favorecido pelo fornecimento dos mananciais, regulação climática, proteção do solo e produção de alimentos no Vale do Paraíba;
  • O aspecto cultural é singular com o turismo, a paisagem e valores religiosos da região.

Portanto, com a deliberação das diretrizes de gestão da unidade, vamos aguardar a criação final da unidade e do plano de manejo para definir as regras de gestão do Monumento Natural Mantiqueira Paulista.

Fonte: Proposta de Criação do MONA Mantiqueira Paulista e Resolução SIMA-33.

Um Lobo Camarada

Ao retornar da Pedra da Bacia, seguimos para o local do acampamento no alto da serra da Bocaina. Ao entardecer o sol de inverno refletia uma luz especial nos campos ao redor.

Notamos um animal saindo da mata para o campo aberto, caminhando lentamente. Era o solitário lobo-guará.

Estava atento e curioso, olhando para todos os lados. Suas grandes orelhas se movimentavam captando sons que nós não podíamos ouvir.

Aparentava uns 20 kg de peso, cerca de 50 cm de comprimento e 90 cm de altura. Seu tamanho impressionava com aquelas pernas finas e longas.

Animal esguio. A pelagem era densa, o corpo parecia vermelho-alaranjado com crina e patas pretas. A parte inferior da mandíbula e ponta da cauda eram brancas.

Como ele come alimento de origem animal e vegetal, parecia forragear algum petisco no campo aberto.

Acho que veio conferir quem eram os invasores de seu território. Ele ficou perambulando e nos observando o tempo todo.

Ficou em silencio. Não fez nenhum tipo de latido e nem marcação de cheiro.

O lobo em geral tem sua fama de mal, carrega suas lendas e superstições em vários lugares que habita, mas esta espécie não é perigosa.

O lobo-guará não é um animal em risco de extinção, porém está vulnerável ou em perigo devido à redução de áreas de vegetação nativa.

No Brasil o lobo-guará é protegido da caça e aparece como animal símbolo na preservação do Cerrado.

O lobo camarada se afastou. Ficou sentado na sombra das árvores e depois sumiu dentro da mata.

Lua Cheia

Após um longo dia de caminhada, montamos acampamento ao entardecer. Era sabido que teríamos em destaque a Lua Cheia no céu daquele final de semana.

Ela chegou durante o preparo do rancho. Timidamente saiu detrás das árvores na crista da serra. Pura admiração pela sua grandeza inundando o céu noturno.

Como sempre, a mesma face iluminada. Desta vez plenamente iluminada. Deixou o acampamento e arredores bem claro, nem foi preciso usar lanterna.

A noite ficou estonteante. Momento de contemplação e pensativo.

Desde tempos imemoriais a Lua Cheia desperta paixões e inspiração no Homo Sapiens. Foi deusa na antiguidade e continua influente no ciclo da natureza, na fertilidade dos seres vivos e no movimento e ritmo das marés. A Lua Cheia é união entre Yin e Yang, sinônimo de abundancia e natureza básica das emoções e sentimentos.

Após horas sob o luar, era como refletir luz própria. Estava pleno de energia. Era a existência humana em sintonia com o cosmos e a natureza.

No final da madrugada me levantei. Para meu espanto me chamou atenção um ponto expressivamente iluminado no céu noturno.

Estava bem alto, à Leste. Era Vênus o planeta mais brilhante no céu visível. Ele ficou por lá até antes do amanhecer.

Por toda noite a Lua Cheia correu o céu e foi cair do outro lado atrás das colinas. Vênus foi desaparecendo com o amanhecer.

Enfim, o Sol começou a despontar num facho de luz radiante. Era o princípio de um novo e brilhante amanhecer.

Canoa Caiçara

Canoa caiçara, lá estava ela, solitária naquela imensidão de floresta, mangue e mar.

O pescador e mestre caiçara tinha acabado de ancorar sua canoa azul, vermelha e branca. 

O mestre caiçara havia comentado como foi esculpido artesanalmente, a partir de um tronco de árvore, aquela bela canoa.

O caiçara demonstrava sabedoria e respeito a natureza, pela transformação da árvore em uma canoa.

Ciclo da Natureza

ESCURO – A noite chegou sob total escuridão. Então calmamente esperamos pela luz da lua. Ela clareou toda a orla. Um evento tão comum, e ficamos mais uma vez surpreendidos pelo luar. Perfeita sintonia entre claro-escuro.

SOMBRA – Bem antes da noite virar dia, no horizonte um faixo luminoso despontava atrás do monte. Mais uma vez o sol tomara o lugar da lua. Por um momento, lua e sol compartilharam do mesmo céu.

CLARO – Amanheceu! Humildemente agradecido pelos primeiros raios de sol. Manhã de pura juventude. Aquecido e renovado. Conexão feita. Energia fluindo. Um novo ciclo se renovou. Aurora radiante diante de olhares incrédulos.

AURORA – Saímos para fora para apreciar aquele instante. Rapidamente aquecidos.  Dia iluminado, iluminando o caminho. Agradecido de corpo e alma. Alegria e brilho interior. Com o sol na Terra, fez se a luz!

OCASO – Chegou o entardecer. Mais um ciclo se completou. Acontece todo dia mas quase não percebemos. Um espetáculo da natureza. Admirável e maravilhosa dualidade da vida.

Entre o Céu e a Terra

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Sem a correta dimensão para expressar aquela imensidão de pastos verdes e céu azulado, entre casinhas simples e antigas fazendas abastadas, plantações de cafés premiados pelo mundo afora, o costumeiro queijo e doce mineiro, um povo hospitaleiro e de abraço apertado, minha paixão por estas paragens só tem aumentado.

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Da prosa sem pressa, entre um café e outro pão de queijo, e mais uma estória de pescador. Os clicks para fotos ficaram nas paisagens do céu nuvioso, entre bocados de matas perdidas entre pastos e plantações de café, banana e milho. E o gado para se refrescar, sumiu nas sombras das arvores.

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Entre o céu e a terra, o calor escaldante anuncia chuvarada na tarde que chega. Enquanto que na estiagem revela umas das regiões mais frias de sul de minas. Então o povo começa a festança, com fogueira, música e comidas que acalentam o corpo e o espírito.

Local: Christina e Maria da Fé – MG.

Guardião do Tempo

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Nas andanças por aí me deixei estar à toa numa pracinha de minas. O calor tinha estacionado naquela tarde tranquila. Meu pensamento estava lento. O click para foto parou naquele ancião de chapéu branco. Os minutos pareciam horas. Tentando matar o tempo procurei por formas estranhas nas nuvens que passavam no céu. Logo percebi que o longevo sentou no banco da praça. De olhar vazio, tudo aparentava tons de cinza. O amálgama do arrastado e acelerado. Com ar pesado minha inspiração era pausada. O velho homem ali ficou com seu guarda-chuva preto. Um fiel guardião do tempo. Então, num piscar de olhos, ele se foi e tudo voltou ao corriqueiro e pacato de uma cidadezinha do interior de minas.

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Eu, Perdido?

Esta animação de Steve Cutts foi produzida exclusivamente para a música “Are you lost in the world like me?” (Você está perdido no mundo como eu?) do cantor Moby.

Eu, perdido? Claro que não!

Acredito que uma grande maioria das pessoas daria esta resposta, independentemente das opiniões dos mais ou menos tecnológicos, e daqueles mais ou menos espiritualizados.

O problema não é a tecnologia, seja dos telefones ou televisões “smarts”. É evidente que o avanço em todos os campos da ciência são excepcionais.

Por outro lado, vale a reflexão sobre… Como as grandes corporações e governos estão usando o poder da mídia para controlar a sociedade. Ou como as pessoas conectadas tecnologicamente estão tão isoladas como seres físicos, emocionais, mentais e espirituais.

A ilusão é mais real do que o mundo lá fora. Grande parcela da humanidade está entretida, hipnotizada, escravizada e manipulada.

Eu, perdido?

E você?

Vídeo: Steve Cutts – Moby & The Void Pacific Choir

A Natureza está Falando – Recife de Corais

A campanha “Nature is Speaking” (A Natureza está Falando) foi lançada pela organização ambientalista “Conservation International” em outubro de 2014.

Os vídeos são narrados por atores de Hollywood engajados nas causas em defesa do meio ambiente. Eles dão voz à natureza para falar sobre a Água, Mãe Natureza, Oceano, Floresta, Solo, Árvore e Recife de Corais.

Neste último dos sete vídeos o ator Iam Somerhalder dá voz ao Recife de Corais.

Os humanos dependem, indiretamente, dos corais:

“Eu moro no fundo do mar e pode ser que você não me veja com tanta frequência. Mas você precisa de mim. Você sabia que um quarto de toda a vida marinha depende de mim?”

Vídeo: Conservation International

A Natureza está Falando – Árvore

A Natureza está Falando são sete curta-metragem para chamar a atenção das pessoas para cuidar melhor do meio ambiente. A mensagem é:

“A natureza não precisa de pessoas. As pessoas é que precisam da natureza.”

Os vídeos são narrados por atores famosos de Hollywood que falam sobre a Água, Mãe Natureza, Oceano, Floresta, Solo, Árvore e Recife de Corais.

Este sexto vídeo narra um diálogo entre a Árvore e a Árvore Jovem. As vozes são do ator Robert Redford e sua neta Lena Redford.

A Árvore explica:

“Se os seres humanos não perceberem que são parte da natureza, em vez de somente usarem a natureza, eles provavelmente não estarão aqui para vê-la crescer”.

Vídeo: Conservation International