Eita Bicho Estranho…

… Esse tal de cavalo selvagem. Parece bicho homem, sensível e bárbaro. Muitas vezes de emoções fronteiriças, da cólera indomável ao amor sagaz. Impetuoso, corre livre até ser arrebatado pelo cansaço. Aparentemente esgotado é sem dúvida um corredor nato. Corre rápido e mais rápido, para ganhar de si mesmo. Ainda aprendendo a controlar as forças que tem. No tempo da teimosia vem a sensatez a galope. Percebe que a liberdade é efêmera. Assim, atado àquela grande árvore do mundo…. Parada obrigatória para refletir sobre as transgressões, nem de todo mal são vezes contraditórias, algumas fortuitas e poucas irrefreáveis. Uma luta constante para cavalgar na orbe do bem. Ao trotar busca o comedimento entre a alegria e a tristeza. Ainda preso na grande árvore tenta confessar porque tem que levar aquele fardo. Pra falar a verdade, sente como é bom aquela sombra, o alimento da relva e os frutos que despencam do alto da folhagem da grande árvore. Que estranho aquela energia em tudo ajuntado. Afinal, dos sonhos a galope ecoa o magnetismo e fica fácil zurrar de si mesmo. Eita bicho estranho esse tal de…

Tempo que Passou

Foi ontem que te vi brincando na praia. Sonhos e planos sendo construídos com energia para realizá-los. Apesar dos obstáculos, agruras e distrações, sem medo nem culpa de seguir em frente, nessa idade tão efêmera e intensa.

Presente de duração instantânea que passa num piscar dos olhos. Sem pestanejar, numa incessante vontade de viver, sem se importar com a mudança das estações. Transformação contínua na energia das ondas da vida.

Foi ontem que te vi andando na praia. Agora abraçado com sua alma gêmea. Um novo presente, com prazeres diferentes. Um simples andar na praia. Felicidade no coração, no tempo que tudo transforma, pensamentos e temperamentos.

Feliz Natal!

Conversando com as Árvores

” Pode contar seus segredos ao vento, mas depois, não vá culpá-lo por contar tudo às árvores.”

Khalil Gibran

Nos ensinamentos do Xamanismo, as plantas possuem “consciência” e “uma missão neste planeta”. Por outro lado, em pesquisas com plantas, nas mais diversas áreas do conhecimento, estudos demostram que elas tem “emoções” e “sentimentos”.

Como tudo está conectado, elas não estão aqui por acaso. Além de nos proteger e nutrir,  pode nos auxiliar na “evolução” de nossa consciência através da energia e poder curativo que elas tem para tratar os males do corpo físico e da alma.

O respeito e gratidão ao reino das plantas é valoroso. Como em uma caminhada, estar na natureza é resgatar a nossa essência, poder limpar a mente, equilibrar o padrão vibratório e harmonizar as emoções.

Acredite ou não, esta energia é real… Quero mesmo é caminhar cada vez mais nas matas e montanhas, estar próximo a natureza, e de tempos em tempos abraçar as árvores e trocar uma ideia com as plantas (risos).

DesConexão – parte 3

“ Ficar off-line algum tempo do dia é cuidar da saúde mental, apesar que muitos até ficam doentes se ficarem sem conexão. ”

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Em desconexão, deixamos o continente em direção a ilha. Adentramos caminhos encobertos pela mata atlântica, rodeado por enseadas, mirantes e praias de águas cristalinas.

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“ Estar off-line em algum lugar é poder mergulhar no seu íntimo. Contudo, muitas pessoas ficam com medo de fazer está conexão. ”

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Em desconexão, ouvimos estórias antigas da época dos Tupinambás e seus invasores europeus, e causos dos que viveram na época do presídio de Dois Rios.

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“ Nova desconexão é recolhimento. Silencio! O turbilhão de imagens mentais se desfaz. A mente calma, acalma a alma. ”

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Em desconexão, esse santuário natural, de Ilhagrande, reservou surpresas. Todo dia, a cada nova trilha, ouvia o grito estridente de uma Araponga e o rugido dos Bugios ecoando por toda floresta…

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Subimos o Pico do Papagaio num dia de céu de brigadeiro. Descemos até a Feiticeira e atravessamos para Dois Rios e Lopes Mendes…

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Então completamos o ciclo. Refizemos a conexão!

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DesConexão – parte 2

“ Ganhamos conteúdo e perdemos foco. Tanta informação generalizada e banalizada. A concentração se torna uma árdua tarefa. ”

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Em desconexão, me embrenhei na floresta de araucária, desci vales e subi cânions. Da Ferradura ao Caracol, percorri trilhas, subi mirantes e avistei cascatas.

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“ Uma geração digital que não presta atenção em uma coisa só, mas em várias. Um novo mundo de informações fatiadas em pedaços cada vez menores. ”

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Em desconexão, desci a trilha em declive. No trecho final, o borrifo vindo da queda d’água anunciou a imponência do Arroio Caçador. Aos pés da cascata e as margens do rio Caí, descansei ao lado das corredeiras sob o sol daquela tarde.

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“ O melhor é buscar o caminho do meio, do equilíbrio entre o real e o virtual. A vida na rede social tem escuridão e luz. A vida real também. Vai depender da qualidade da sua conexão. ”

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Em desconexão, fui em busca dos cânions na Serra Geral e Aparados da Serra. No meio do caminho descobri a Pedra do Segredo…

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Avistei imensos paredões e abismos por quilômetros sem fim. As cascatas despencaram na profundeza da depressão. Lá no fundo, corredeiras e piscinas naturais corriam em direção a costa…

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De volta ao litoral, fui em busca da última DesConexão – parte 3.

DesConexão – parte 1

“ O cotidiano é devorado pela conexão rápida. A vida real é consumida pelo virtual. ”

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Em desconexão, dos Molhes, passando pela Guarita até Itapeva, fui atraído pela imensidão do sol, mar e areia.

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“ Incomodado com o status quo, faça a desconexão. Toda avalanche de informações escorrerá pelo ralo do tempo. ”

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Em desconexão, o destino me levou a cenários inesquecíveis de dunas, falésias e grandes extensões de praia.

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“ A fadiga mental se desfaz quando não se tem culpa de não estar fazendo nada. O indivíduo ansioso retorna a sua essência de equilíbrio e paz. ”

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Em desconexão, vejo homens assolados pelo vento que se comunicam com as ondas, entre a labuta e o descanso.

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