Treinão – Pedra Montada

Desta vez deixei de fazer o treino de final de semana nas vias urbanas e segui para o município de Guararema / SP.

Esta prova é denominada “treinão”, ou seja, aquela onde não se tem chip, marcação de tempos e classificação final. É um treino onde reforça que a competição será consigo mesmo.

O local deste “treinão” foi na região do Parque Municipal da Pedra Montada, com largada e chegada dentro do parque.

O percurso de 12 km seguiu por estradas de terra, somando um total de 663 metros entre ganho e perda de elevação, e altitude máxima de 755 m.

No final, o percurso da prova entra no parque, passa pela Pedra do Tubarão e termina na Pedra Montada, cuja sobreposição de duas pedras dá nome ao parque. As pedras chamam atenção devido ao tamanho e terem uma pequena área de contato entre elas.

Estima-se que a pedra de cima tenha 45 m3 e aproximadamente 50 toneladas. A pedra da base é maior e está parcialmente enterrada.

O parque abriga outras dezenas de pedras tão grande e pesadas quanto estas.

Um “treinão” que valorizou o percurso com a chegada na Pedra Montada.

Um Caminho para Autoconsciência

” Correr é

um caminho para a autoconsciência e confiança

– você pode empurrar-se a extremos e aprender a dura realidade de suas limitações físicas e mentais ou

caminhar em silêncio por um caminho solitário assistindo a terra sob seus pés “

Doris Brown Heritage

Correr é Humano!

NO TEMPO DAS CAVERNAS:

A história da corrida talvez tenha iniciado com a própria história da humanidade. O homem das cavernas, na sua natureza nômade, em atividades de caça e fuga dos perigos, para sua sobrevivência, certamente tinha que andar e correr longas distâncias.

Talvez o andar e correr possam ser considerados um dos grandes avanços, no corpo físico e funções cerebrais, da espécie humana, para nos tornar o que somos hoje.

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NO TEMPO ANTIGO:

Tanto a corrida como outros esportes era praticada muito antes de qualquer registro escrito ou arqueológico. Seja nas dinastias egípcias ou chinesas, milênios antes da era Cristã; E depois na Grécia, com o início dos jogos olímpicos em 776 a.C, nos esportes como atletismo e maratona.

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NO TEMPO ATUAL:

Atualmente a busca pela boa forma, tem colocado a corrida como uma atividade física praticada por milhões de pessoas em todo o planeta. Se a busca é por uma qualidade de vida melhor ou superar um desafio próprio, esta prática, vai além do simples ato de correr quando se busca o auto conhecimento. 

Enfim, correr é preciso, e quem sabe está nos ajudando a conhecer melhor esses corpos que habitamos.

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CATEGORIA CORRIDAS:

Encontramos relatos em provas clássicas do calendário de corrida de rua brasileiro, como a famosa São Silvestre. Temos a oportunidade de vivenciar as provas de longa distância como as meia maratonas e maratonas. E ir além dos 42.195 metros, distância oficial das maratonas, em novos desafios e principalmente nas corridas de montanha.

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MEDALHAS DE PARTICIPAÇÃO:

Na página Contato, sub página Medalhas de Participação, temos o histórico, desde 2004, das participações em corridas.

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Sangue que Flui

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” Quanto mais improvável a situação e maior o esforço exigido, tanto mais doce é o sangue que flui depois, liberando a tensão…

Você eleva deliberadamente o grau de esforço e concentração com o objetivo, digamos assim, de limpar a mente das trivialidades…”

A. Alvarez – The savage god

Longão – Estradas Rurais de São José dos Campos

Seguindo a planilha para o penúltimo longão, no domingo bem cedo saí em direção ao Centro Comunitário Alto da Ponte, em São José dos Campos.

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Basicamente o percurso seria na estrada do Sertãozinho, estrada da Walkillândia, rodovia Monteiro Lobato e estrada da Água Soca.

Com tudo que preciso para repor as energias, levei na mochila água, isotônico, carboidrato em gel, proteína em barra, salgadinho, bananinha e duas mexericas.

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As 6 horas em ponto saí no asfalto. Após ponte sobre o rio Buquira segui a esquerda em direção a estrada de terra do Sertãozinho.

Com objetivo principal de trabalhar a resistência, o desafio seria manter o pace médio, considerando as constantes variações de elevação.

No km 8,5 subi o Sertãozinho, concentrado para vencer aquele morro da estrada. Na volta segui pela estrada da Walkilândia até chegar na SP-050 Km 107, rodovia Monteiro Lobato.

Em cerca de 1,5 km alcancei o acesso da estrada da Água Soca, que sobe atrás do clube de campo Cisne Real Park. Sempre atento, o momento era buscar a marca de duas horas de corrida.

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Desta vez, o foco era tempo de treino e não distância percorrida. A ideia era treinar corpo e mente para aquele esforço.

O percurso se mostrou desafiador com ganhos e perdas de elevação somados em 1.500 metros numa distância de 38 km, e altitudes variando entre 560 a 680 metros.

A volta exigiu seguir pelo mesmo percurso e assim completar o longão em 4 horas de corrida.

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Que venha o último longão antes do Desafrio em Urubici.

Treinão ao Norte da Ilhabela

Seguindo a planilha de treino para a próxima maratona de montanha, o final de semana com família e amigos em Ilhabela, não podia faltar os longinhos.

Como estávamos ao norte da ilha, pesquisei as distancias sem me importar com a altimetria. O longinho no sábado fechou em 23,5 km e no domingo mais 10,5 km.

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As seis da manhã a ventania trazia uma grande nebulosidade em direção ao canal de São Sebastião. O dia já estava quente e úmido.

Os desníveis me surpreenderam ao longo de todo o percurso com um ganho e perda de elevação de 974 metros.

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Saí em direção à praia da Siriúba. Na volta parei na praia da Guarapocaia, nome indígena que significa pedra que toca, também conhecida como praia do Sino. Depois vieram as praias do Pinto e da Armação, boas para prática de esportes náuticos.

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De volta a Ponta das Canas, trocamos o asfalto por uma estrada de terra com intermináveis subidas e descidas. Desse ponto, avistei a trilha, as margem de um riacho, que desce até a praia da Pacuíba.

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Pacoba aíba, do tupi-guarani, significa árvore da banana ruim que não se come. Praia selvagem de estreita faixa de areia, com pedras, pequeno riacho e mar transparente. Na recepção, borrachudos!

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“O dia amanhecendo entre nuvens trouxe um prêmio inesperado. Uma janela de luz se abriu no mar e aquele instante foi registrado.”

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De volta a estrada, segui em direção à praia do Jabaquara. Uma das praias mais belas do litoral norte paulista.

“Naquela manhã o mar corria na areia da praia em pequenas marolas. Era uma grande lagoa de águas tranquilas.”

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Praia de areia fofa com riachos cristalinos. Mergulhei no mar e me banhei no riacho. Como ainda restavam 1/3 da distância, o jeito foi encarrar as subidas e descidas de volta a Ponta das Canas.

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Veja o percurso e altimetria desse fantástico treino ao norte da ilha.

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Correndo em Sabaúna

A corrida O Rei da Montanha aconteceu em Sabaúna, distrito do município de Mogi das Cruzes, no estado de São Paulo.

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O evento foi montando ao lado da antiga estação ferroviária de Sabaúna, concentrando moradores, visitantes e 655 atletas nas distâncias de 3, 7, 14 a 21,9 km.

A largada logo as 8 horas da manhã movimentou os cerca de 140 atletas que participaram na distância da meia maratona.

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Dia de domingo, nublado com temperatura agradável e brisa que ajudou muito nas subidas dos morros.

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Nos dois primeiros quilômetros o percurso seguiu numa suave declinação para depois avançar numa subida quase que contínua até o km 5… Isso foi só o começo!

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Sem calor para minar as forças, segui num ritmo tranquilo nos aclives. Aguardava os trechos planos para imprimir uma passada mais cadenciada.

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Já nas ladeiras, o embalo do corpo acelerava o passo num descompasso… Seguindo numa atenção redobrada para não tropeçar…

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Foi superação e desafio até o final.

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Altimetria e Fotos: O Rei da Montanha – site e facebook

Trail Run – Ilhabela

“ Corrida de montanha em Ilhabela é pura superação em um contínuo sobe e desce dentro da mata atlântica na busca do equilíbrio junto as forças da natureza. ”

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O Trail Run 21K é uma experiência de corrida desafiadora. Não basta apenas ter força e folego, é preciso manter a concentração e saber que se pode ir além…

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Também não basta encher o peito de ar. É preciso olhar adiante, buscar um novo horizonte escondido no single-track da trilha da Água Branca. Buscar o ponto mais alto…

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E do ponto mais alto da trilha, entre o céu e o mar, os azuis se misturam. Do outro lado do canal vemos terra firme do litoral de São Sebastião…

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Assim é Ilhabela, se avista longe! Dos seus limites da área de preservação do Parque Estadual, a trilha retorna num donwhill por estradinhas de chão de terra batido…

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Agora a descida parece contínua, puro engano pois logo adiante mais um aclive. Neste momento é como se surgisse uma parede, difícil de correr. As pernas doem…

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Ainda restam alguns quilômetros, agora mais urbano com ruelas e pavimentação. Com o sol a pino, o calor castiga os guerreiros correndo ás margens do canal…

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Finalmente avisto o portal de chegada! Tão perto, mas tão difícil aqueles metros finais na areia fofa do Perequê…

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Corrida de montanha em Ilhabela é ter os sentidos esgotados. Apesar que no final do desafio é como um estar de bem com a vida! ”

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Percurso e Altimetria: XTERRA