Me Leva Beija-Flor

… Me leva para onde você for.

Que ave fantástica

Encontrada nas três Américas. É conhecida por uma diversidade de nomes como Colibri, Cuitelo, Guanambi, pica-flor, chupa-flor, chupa-mel, beija-flor entre outros. Em inglês, “hummingbird”, onde “humming” significa zumbido, do bater das asas.

Tão pequeno

Parece frágil mas tem uma força fantástica. Sua estrutura esquelética muscular permite voo extremante rápido e ágil. Única ave que consegue ficar parada no ar ou voar em marcha-ré. O batimento das asas pode chegar a 200 vezes por segundo dependendo da direção do voo e condições do clima. O ritmo cardíaco é cerca de 1.200 batidas por minuto. Por isso o beija-flor precisa se alimentar em média 5 a 8 vezes por hora.

Especialista no meio em que vive

Todas as cerca de 325 espécies, tem um bico adaptado para se alimentar conforme o meio ambiente em que vive. Por outro lado tem uma característica comum que é a língua bifurcada e comprida para extrair o néctar das flores (são polinizadores) sendo que algumas espécies comem moscas e formigas. Sua visão é muito aprimorada, além de identificar cores podem detectá-las no espectro ultravioleta.

Beleza notável

De plumagem brilhante e colorida. A coloração é causada por fatores como nível de luz, umidade e principalmente pela iridescência na disposição das penas que é um fenômeno óptico que faz certos tipos de superfícies refletirem as cores do arco-íris.

Mensageiro dos deuses

O beija-flor é conhecido como um mensageiro dos deuses e tem na mitologia grega a deusa Íris na personificação do arco-íris e mensageira dos deuses para os seres humanos. Esta ave também simboliza alegria, cura, delicadeza e energia. Um ser mágico que para os nativos da América representam força e harmonia. Para os nativos Hopis, dos EUA, personificam um herói que salva a humanidade da fome visto que o Guanambi intervém na germinação das plantas. Ao passo que os nativos da Colômbia, os Tukanos, atribuem ao Colibri a virilidade porque copulam com as flores.

Beija-flor-do-tepui

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O trekking ao Monte Roraima reservou surpresas inesquecíveis! A começar pela imponência deste tepui que tem um platô com uma superfície em torno de 40 km² cercado por falésias.

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A chegada ao topo mostrou um ambiente bem diferente da savana e florestas tropicais que estão ao entorno. Este tepui foi escalado somente no final do século XIX por uma expedição britânica. Desde então, ocorreram diversas incursões para pesquisa de sua fauna e flora com alto grau de endemismo.

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No hotel índio, local onde montamos acampamento, avistei um beija-flor pousando num arbusto. O que chamou atenção foi o som abafado do voo ligeiro do pássaro. Tentei fotografá-lo, mas a minha movimentação afugentou o beija-flor-do-tepui.

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O seu habitat natural são florestas subtropicais e tropicais de baixa altitude. Como aquele pássaro conseguiu voar a uma altitude média de 2.700 metros? Outra surpresa é o tamanho em torno de três a quatro vezes maior que outros beija-flores.

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Certamente aquela seria a primeira e ultima aparição, mas novamente algo inusitado aconteceu quando visitamos o El Fosso. Na busca de uma foto mais ampla, explorei os arredores subindo nas pedras que contornavam o local.

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Na saída do El Fosso fiquei um pouco atrás para passar protetor solar e parei numa pedra. Num instante, surgiu o beija-flor-do-tepui de voo rápido e extremamente ágil. Fiquei extasiado, pois o animal ficou cara a cara, as vezes imóvel no ar ou fazendo manobras para frente e para trás.

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Se não bastasse o bicho pousou na minha cabeça, na aba do boné. Alguns segundos pareceram uma eternidade! Fiquei imóvel, tentando sinalizar para que alguém vice aquela cena.

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A natureza no tepui é generosa e fiquei muito grato pelas experiências vividas durante aqueles dias no platô do Monte Roraima. No entanto faltou a foto daquele esplêndido beija-flor-do-tepui.

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