Atos de Virtude

” Nas intempéries da montanha as virtudes humanas são moldadas, às vezes, a duras penas quando não estamos atentos aos sinais “

Ato I – Entusiasmo

É energia interior que promove a vitalidade para executar o plano traçado.

Ato II – Paciência

É o controle das emoções e desejos, atraindo esperança e bem-estar no dia-a-dia.

Ato III – Coragem

É o exercício do domínio do medo diante de situações difíceis e adversidades da vida.

Ato IV – Flexibilidade

É constante adaptação às circunstâncias e relacionamentos, criando condições para permanecer firme.

Ato V – Disciplina

É ordem em harmonia aos preceitos estabelecidos, com tolerância e perseverança para a vida ser possível.

Ato VI – Generosidade

É verdadeiramente gostar do outro e ajudar sem nada em troca, no constante exercício do desapego e caridade.

” Nas longas caminhadas da vida, de nada vale as virtudes se não mergulhar no interior de si. Para que o melhor de si comece a transbordar “

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Dentro do Coração

” Dentro do coração, em uma pequena cavidade, repousa o universo “

Mahanarayana Upanishad

Eu, reflexo da minha real natureza, essência. No entanto, me vejo apegado as coisas impermanentes e perecíveis da vida. Me perco em alguma parte. Existe um cara  que caminha ao meu lado, o ego, a personalidade mascarada da ignorância existencial. Entre altos e baixos, existem expectativas externas e internas conflitantes, estados emocionais movimentando turbilhões de pensamentos. Muitas vezes empático e outras em total estranhamento. Busco o recolhimento. Algo surge, é sutil e permanente. Sereno a mente. Percebo a consciência do meu verdadeiro ser imaterial e atemporal. Em silêncio e comunhão. Ser luz.

” Volta o olhar para o teu interior. Aí reside a fonte do bem inesgotável, se o buscares sem cessar “

Marco Aurélio

Asas ao Vento

Como passageiro no mundo, busco o vazio que sempre me consome. Preso as correntes da rotina, o importante é o agora.

Então a águia voa alto na esperança de tempos melhores.

Entre voos altos e tantos outros rasantes, o medo é irrelevante. Como dessa vida não se leva nada, é hora de novos olhares para desaparecer nas nuvens.

E deixar os ventos desarranjados para trás.

O céu nem sempre está azul. O sentimento volita em novos ares. Asas ao vento, eu quero voar. Aqui não quero ficar.

Lá do alto… Aqui em baixo é tão fútil.

O pensamento anda de mãos dadas com o bem e o mal. Atenção nas armadilhas do ego. Minha alma clama, preciso voar.

Encontro o pensamento no abismo do silencio para o resgate de mim mesmo.

Augusta Montanha!

Augusta montanha que tanto me faz bem!

Meu alento se refaz nas suas vertentes.

Com amor no coração enfrento as dificuldades da mais alta montanha.

O esforço e persistência seguem objetivos.

A força está no interior.

As desventuras são transformadas em superação e gratidão.

O sucesso e alegria são transitórios.

Os sinais estão à vista.

É preciso estar desconectado para se conectar.

O talento e força de vontade são aliados.

A incerteza caminha ao lado.

Ser beligerante é ver com outros olhos.

Oh augusta Montanha que tanto me faz bem!

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Boas Festas!

Kleber Luz

Arvore Solitária

Ao caminhar na Serra da Canastra os olhos atentos vasculharam aqueles campos de cerrado numa vastidão sem fim. Além da ventania que trouxe frescor ao caminhar debaixo daquele sol escaldante, anunciou algumas arvores solitárias.

Com alegria no espirito e leveza no corpo, o caminhar passou despercebido naquele primeiro dia de travessia. Entre amigos as conversas foram jogadas ao vento com as arvores a perscrutar nossos passos.

Arvores solitárias. Sua imponência não estava no tamanho, e sim na sua pureza. Castigada pelo sol e vento, trazia um silencio interior de absoluta paz. Dava esperança carregada em flores.

Naquela longa jornada, apos muito caminhar, a perseverança das arvores solitárias se fizeram solidárias durante o trajeto.