Os Irmãos Cortez

Uma verdadeira obra esculpida pela natureza. A bela formação rochosa encravada no alto da serra da Mantiqueira ressalta um granito imponente. Merece destaque a estória de seus desbravadores.

Já passados 80 anos do grande feito dos irmãos Cortez, Antônio e João Teixeira de Souza, ao atingir o topo da pedra em 12 de agosto de 1940.

Pela face Sul os irmãos desbravaram o paredão de 340 metros de altura, subindo pelas fissuras, entre vegetação e rocha nua. Alcançaram o topo com ajuda de troncos de árvores e muita coragem. Um feito inédito para o montanhismo brasileiro.

Logo que o empresário Luiz Drumond Villares foi levado ao topo pelos irmãos Cortez, ele ficou tão encantado com a beleza que financiou a construção das vias ferrata e um refúgio de montanha.

Então, em 1943 os primeiros grampos de ferro e escada de pedra foram instalados na face Sul (lado de Campos do Jordão), facilitando o acesso de outras pessoas.

Depois um refúgio de montanha foi construído e entregue em 1947. Foram quase dois anos de obra devido à dificuldade ao transportar os materiais até o topo.

Infelizmente o refúgio sofreu vandalismo ao longo dos anos e na década de 80 havia apenas a chaminé da lareira. Atualmente sobraram apenas os alicerces.

Na foto acima, o Bauzinho (aparece uma pontinha a esquerda), o Baú (ao centro) e a Ana Chata (a direita). Em 2010, o Complexo da Pedra do Baú foi constituído em Monumento Natural Pedra do Baú.

Local: Campos do Jordão e São Bento do Sapucaí – São Paulo.

Nota: infelizmente não encontrado uma boa foto dos irmãos Cortez para publicar.

Pedras Pé-de-Moleque

Andar nas pedras Pé-de-Moleque é voltar no tempo de antigamente, do Brasil Colônia, é caminhar sobre pedras irregulares no Centro Histórico de Paraty.

Como Paraty foi planejada por militares portugueses, os casarões e sobrados foram construídos acima do nível da maré alta para evitar inundações e as ruas em formato de canal para facilitar o escoamento da água do mar.

O casario colonial é bem preservado, com paredes de adobe, pintadas em branco, portas e janelas em moldura de madeira ou pedra, pintadas em cores fortes, faixadas com desenhos geométricos em relevo e beirais largos que relembram as construções portuguesas.

Caminhar no Centro Histórico de Paraty é se encantar por um conjunto arquitetônico histórico, sua cultura e natureza preservada.

Local: Paraty – Rio de Janeiro.

Nota: Paraty e Ilha Grande foram declaradas Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 5 de julho de 2019.

Pedra de São Domingos

A Pedra de São Domingos se eleva a 2.050 m de altitude entre os municípios de Córrego do Bom Jesus, Paraisópolis e Camanducaia, no extremo sul de Minas Gerais.

Acesso por estrada rural, partindo de Gonçalves ou Cambuí, distante 20 km até o topo. A partir do km 15, somente veículo 4×4 em subida íngreme com trechos em chão de cimento.

Por trilha, distante 15 km de Gonçalves e 7 km de trilha via Otaviano’s Rancho.

No cume estão instaladas antenas de comunicação.

O espetáculo fica por conta da vista panorâmica de quase 360º.

Em dias claros, avista-se o Córrego do Bom Jesus, Cambuí (altitude 860 m) e Gonçalves (altitude 960 m).

Quanto as montanhas, avista-se a Pedra do Baú (altitude 1.950 m), o Pico do Selado (altitude 2.080 m) e toda extensão deste trecho da Serra da Mantiqueira.

Local: Córrego do Bom Jesus, Paraisópolis e Camanducaia – MG.

Monumento Natural Pedra do Baú

Este monumento natural de rara beleza cênica é uma Unidade de Conservação de Proteção Integral, numa área natural protegida pelo poder público do estado de São Paulo. Entre Campos de Jordão e São Bento do Sapucaí, é denominado Monumento Natural Pedra do Baú com objetivo de proteger a biodiversidade, recursos hídricos e geológicos; E preservação cultural e histórica da Serra da Mantiqueira.

Estas montanhas rochosas estão cercadas por matas nativas e conhecidas como Pedra do Bauzinho, Pedra do Baú e Pedra Ana Chata, o Complexo Pedra do Baú. Tem altitude máxima de 1.950 metros e larguras variáveis ao longo de toda extensão. O Baú com 340 metros de altura e 540 metros de comprimento se destaca pela espetacular formação rochosa sobre a Mata Atlântica.

É considerado um dos principais locais de escalada do estado de São Paulo e do Brasil. Nas trilhas que levam ao topo das pedras, temos uma caminhada de curta duração até a Pedra do Bauzinho, e aquelas percorridas em algumas horas, como a da Pedra do Baú, subindo os 600 degraus pela via ferrata face norte e descendo a face sul, ou Pedra Ana Chata passando pela via ferrata face sul.

Do cume das pedras, vemos um mar de montanhas da Mantiqueira e ilhas de matas nativas espalhadas pelo planalto. De um lado, Campos do Jordão, e do outro São Bento do Sapucaí, com vista do Vale do Paiol e ao fundo as montanhas que separam São Paulo do estado de Minas Gerais.

Local: Campos do Jordão e São Bento do Sapucaí – São Paulo.

Cachoeira do Toldi

Após caminhar pelas trilhas do complexo da Pedra do Baú, uma trilha contemplativa até a cachoeira do Toldi.

Distante 11 km do centro de São Bento do Sapucaí, pela estrada do Paiol Grande, até o mirante na plataforma de madeira, onde avista-se a cachoeira no alto da encosta. Deste ponto a trilha sobe até a base e também pode-se chegar ao topo da cachoeira.

Após alguns minutos de caminhada a subida se torna constante até a base da cachoeira. Apenas fotos podem ser tiradas, não é possível entrar devido as pedras escorregadias e não há um poço para banho. Subindo adiante na trilha passamos um pequeno portão de madeira para acessar um caminho mais aberto, seguindo a direita até o mirante e topo da cachoeira.

A cachoeira do Toldi visto de cima, se esconde ao longo da queda. A vista no topo é fantástica, mirando o vale logo abaixo.

Local: São Bento do Sapucaí / SP.

Pouso do Rochedo

Num passado distante, os tropeiros vinham de Minas Gerais para vender suas mercadorias na região. Nesse lugar paravam para pousar embaixo de um rochedo, daí a origem do nome.

Desde 1975 o local tem uma pousada, foi reflorestado e suas nascentes renasceram. A pousada é rodeada por cachoeiras, nascentes, rios e montanhas da Serra da Mantiqueira. De São José dos Campos são 67 km. Antes do portal de São Francisco Xavier, na rotatória a direita, seguir na estrada de Santa Bárbara por 8 km.

Aproveitamos para caminhar nas trilhas do Pinhal e da Montanha até os mirantes e depois na trilha das Cachoeiras, por uma manhã toda até início da tarde. As trilhas estão limpas, autoguiadas e sinalizadas. A visitação é cobrada.

A caminhada pela trilha do Pinhal nos levou ao 1º mirante, da Gruta, onde tem-se uma vista tímida das montanhas ao redor. Sempre subindo, chegamos numa bifurcação, a direita seguimos para o 2º e 3º mirante, Pedra da Divisa e do Cruzeiro.

Na Pedra da Divisa ainda conseguimos algumas fotos, pois as nuvens já plainavam nos morros baixos. No mirante do Cruzeiro, ficamos entre nuvens. Após descanso e lanche, começamos a descida, e na bifurcação seguimos em frente até o 4º mirante, Pouso do Rochedo. Deste ponto, avistamos o município de São José dos Campos / SP.

Descendo pela trilha da Montanha, chegamos nas imponentes Castanheiras Portuguesas. Deste ponto, subimos a trilha das Cachoeiras, ao lado do rio Santa Bárbara, para conhecer as cachoeiras da Escada, da Mata, dos Taperás e da Mina.

Na volta, o espetáculo é a cachoeira Santa Bárbara, com sua monumental queda de 80 m de altura. Por último a cachoeira da Gruta, onde pode-se entrar atrás da queda que forma uma cortina d’água com 4 m de altura. Pura diversão e adrenalina, entrando com cuidado pela borda lateral.

Nesta caminhada subimos os quatro mirantes e finalizamos com cachoeiras espetaculares, num total de aproximadamente 6 km de caminhada.

Local: São Francisco Xavier / SP

O Paraíso é Aqui

No litoral de Ubatuba são mais de uma centena de praias, e com toda certeza, dezenas delas são espetaculares. Uma delas é a praia do Félix.

A praia do Félix está 17 km ao norte do centro de Ubatuba. A orla da praia é abrigada por muitas arvores chapéu de sol que oferece um sombreado refrescante. As águas são límpidas e a mata é exuberante.

Um paraíso da mãe natureza onde a contemplação acontece espontaneamente, mas tem atrativos para todos os gostos.

O mar do lado esquerdo da praia é bom para surf e bodyboard, enquanto que o lado direito tem águas mais tranquilas, forma uma piscina natural, bom para remar de stand up paddle e mergulho livre.

Para aqueles que gostam de caminhada, o lado esquerdo reserva a trilha para a praia das Conchas. O lado direito, pela encosta rochosa, tem o caminho até a praia do Português.

A praia do Lúcio é mais conhecida como praia das Conchas. A trilha começa no final da praia do Félix, lado esquerdo, e termina numa pequenina praia de areia coberta por conchas, entranhada a esquerda do costão rochoso. Deste lado avista-se a praia e ilha Prumirim, e praias do Canto Itaipu, Português e Félix.

A praia do Português é também conhecida como praia Esquecida. Pela costeira do lado direito da praia do Félix, caminha-se sobre as rochas até a paradisíaca praia de águas cristalinas e cercada pela natureza.

É ou não é um paraíso este pedacinho da costa norte de Ubatuba?

Roteiro: Ubatuba / SP – praia do Félix, do Português e do Lúcio.

Por Onde Andas?

Em terras recortadas por águas, chamado de Lagamar, na porção leste e sul da Ilha Comprida, ao centro e nordeste na Ilha de Cananéia e ao sul na Ilha do Cardoso, do litoral de São Paulo.

Um retorno ao passado…

Estudos indicam que a mais de 2.000 anos povos nativos já habitavam o litoral brasileiro. No início do século XVI, grupos indígenas viviam em aldeias próximas aos rios e riachos no litoral de São Paulo.

Cananéia foi importante na história da colonização pois era ponto limítrofe sul do Tratado de Tordesilhas e um dos ramais do caminho Peabiru. Se tornou entreposto comercial e ponto de ocupação estratégico na época. A moeda era escambo e ouro.

Estudos arqueológicos indicam que Peabiru foi um caminho com 3.000 km de extensão, saindo do Peru até Cananéia ou São Vicente. Passava pela Bolívia, Paraguai, Mato Grosso do Sul até litoral sul de São Paulo. Seus construtores podem ter sido os Incas ou nações indígenas Guarani ou Jê.

O nome Cananéia foi dado pelo explorador Américo Vespúcio quando aportou na ilha em 1.502.

A colonização em Cananéia teve inicio a partir de 1.531 com a expedição de Martins Afonso de Sousa, que também teve como missão combater os corsários franceses.

Cananéia foi construída em cima de assentamentos indígenas da etnia Tupiniquim. O local era ponto limítrofe com a etnia Carijó, que se estendia para o sul.

No início do século XX, com estradas muito precárias, o principal meio de transporte foi a navegação por cabotagem.

Local: Cananéia – SP.

Perito Moreno

Esta geleira está localizada dentro do campo de gelo patagônico sul, braço sul do lago Argentino, na fronteira entre Argentina e Chile.

A geleira Perito Moreno é uma reserva de água doce muito importante e suas dimensões impressionam pela largura de 5 km e altura de 60 m em média.

O Perito Moreno é uma geleira entre outras centenas que estão dentro do Parque Nacional Los Glaciares.

O parque nacional possui fácil acesso por estrada e boa infraestrutura com passarelas que chegam muito próximo das paredes de gelo.

Outras opções são a navegação com barco, ou o mini trekking no gelo.

Com olhos e ouvidos atentos pode-se capturar facilmente o desmoronamento de blocos de gelo ou ouvir o estrondo do gelo se movimentando e se rompendo entre as gretas.

Local: El Calafate – Argentina.

Entre o Céu e a Terra

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Sem a correta dimensão para expressar aquela imensidão de pastos verdes e céu azulado, entre casinhas simples e antigas fazendas abastadas, plantações de cafés premiados pelo mundo afora, o costumeiro queijo e doce mineiro, um povo hospitaleiro e de abraço apertado, minha paixão por estas paragens só tem aumentado.

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Da prosa sem pressa, entre um café e outro pão de queijo, e mais uma estória de pescador. Os clicks para fotos ficaram nas paisagens do céu nuvioso, entre bocados de matas perdidas entre pastos e plantações de café, banana e milho. E o gado para se refrescar, sumiu nas sombras das arvores.

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Entre o céu e a terra, o calor escaldante anuncia chuvarada na tarde que chega. Enquanto que na estiagem revela umas das regiões mais frias de sul de minas. Então o povo começa a festança, com fogueira, música e comidas que acalentam o corpo e o espírito.

Local: Christina e Maria da Fé – MG.