Campos de São José

O cerrado do estado de São Paulo está espalhado em ilhas de vegetação pelo interior e vale do Paraíba.

O cerrado em São Paulo é misturado com a mata atlântica e foi se perdendo com a ocupação urbana e agropecuária. Hoje ocupa apenas 1% da área do estado da qual já cobriu 14%. Este 1% é cerca de 250 mil km2 e somente 18% é protegido por unidades de conservação e reserva legal.

Felizmente, diversas universidades, institutos e ONGs estão desenvolvendo pesquisas e projetos para mapear, recuperar e conservar estes últimos bolsões do cerrado de São Paulo.

Nestes fragmentos temos o cerrado strictu sensu, de vegetação rasteira e árvores esparsas, como a gabiroba, araçá e perobinha-do-campo. Na floresta baixa e seca, conhecido como cerradão, temos a copaíba, angico e pau-terra. No cerrado de campo sujo e campo cerrado, encontram o capim e outras plantas rasteiras.

No vale do Paraíba, município de São José dos Campos temos fragmento do cerrado com ocorrência na zona sul e leste do município. A predominância é de campos de cerrado, como o campo limpo, campo sujo, campo cerrado e cerrado strictu sensu.

A relevância do cerrado aqui no vale do Paraíba, que ocupou os platôs da região, deu nome à São José dos Campos.

Que bom que em São José dos Campos existe um projeto para criar um parque público do cerrado, com uma área de 40 hectares na região sul, onde ainda mantem o cerrado endêmico e área de mata atlântica.

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Ilha Comprida – Observação de Aves

Ilha Comprida se alonga por 74 km de praias numa altimetria plana. A ilha revela mares de dentro e de fora, matas de restinga, dunas e vilas caiçaras. Umas das vilas mais tradicionais é Pedrinhas, ao sul da ilha.

Em Pedrinhas pudemos observar o Savacu-de-coroa. Uma bela ave com altura de até 70 cm. Esta ave apresenta uma coloração amarela na região da testa. A lateral da cabeça é preta e tem uma mancha branca logo abaixo dos olhos.

Ilha Comprida é considerada uma importante região para preservação de aves. Nos diversos biomas da ilha já foram fotografadas 274 espécies de aves.

Por Onde Andas?

Por terras recortadas por águas, chamado de Lagamar, na porção leste e sul da Ilha Comprida, ao centro e nordeste na Ilha de Cananéia e ao sul na Ilha do Cardoso, do litoral de São Paulo.

Um retorno ao passado…

Estudos indicam que a mais de 2.000 anos povos nativos já habitavam o litoral brasileiro. No início do século XVI, grupos indígenas viviam em aldeias próximas aos rios e riachos no litoral de São Paulo.

Cananéia foi importante na história da colonização pois era ponto limítrofe sul do Tratado de Tordesilhas e um dos ramais do caminho Peabiru. Se tornou entreposto comercial e ponto de ocupação estratégico na época. A moeda era escambo e ouro.

Estudos arqueológicos indicam que Peabiru foi um caminho com 3.000 km de extensão, saindo do Peru até Cananéia ou São Vicente. Passava pela Bolívia, Paraguai, Mato Grosso do Sul até litoral sul de São Paulo. Seus construtores podem ter sido os Incas ou nações indígenas Guarani ou Jê.

O nome Cananéia foi dado pelo explorador Américo Vespúcio quando aportou na ilha em 1.502.

A colonização em Cananéia teve inicio a partir de 1.531 com a expedição de Martins Afonso de Sousa, que também teve como missão combater os corsários franceses.

Cananéia foi construída em cima de assentamentos indígenas da etnia Tupiniquim. O local era ponto limítrofe com a etnia Carijó, que se estendia para o sul.

No início do século XX, com estradas muito precárias, o principal meio de transporte foi a navegação por cabotagem.

Local: Cananéia – SP.

Pico Santo Agostinho

Na busca de novas trilhas chegamos ao município de Alagoa numa bela manhã de sexta-feira. Como era final de junho, o frio típico foi espantado com um café quente. Inclusive o dia todo ficou com nebulosidade e vento gelado.

Alagoa faz divisa com Itamonte, Aiuruoca, Baependi e Bocaina de Minas, ou seja, uma região de topografia singular, repleta de montanhas e vales. A cidade está a 1.130 m de altitude e o ponto mais alto é o Pico Santo Agostinho a 2.380 m, nosso objetivo.

Então de Itamonte para Alagoa, seguimos 23 km pela estrada e desviamos a esquerda,  sentido PESP – Parque Estadual da Serra do Papagaio, por mais 8 Km até o início da trilha.

Do ponto inicial, a 1.700 m de altitude, a trilha segue numa subida constante. Existem placas indicativas e o traçado do caminho no chão é visível. A trilha é praticamente pela crista da montanha rumo ao pico Santo Agostinho, que é também conhecido como Pico do Garrafão.

Esta é uma entre muitas outras trilhas onde praticamente durante todo o percurso a vista panorâmica é de cair o queixo.

Ao chegar no pico temos a visão do Vale do Garrafão logo abaixo e o pico Mitra do Bispo, a 2.190 m de altitude, ao fundo. Além é claro de uma visão 360º das montanhas deste trecho do sul de Minas Gerais.

No retorno é só descida, então esta visão panorâmica se amplia magnificamente. Como ninguém é de ferro, fomos até a cidade comprar queijo artesanal, dado que Alagoa é considerada a “terra do queijo parmesão”.

Domingo é Dia de Corrida

Como é bom correr no final de semana, seja numa prova ou treino. No treino o percurso pode ser sempre alterado na busca de novos caminhos pelas ruas de São José dos Campos – SP.

Neste domingo, a umidade estava alta com temperatura de 25°C e vento constante que garantiu uma sensação térmica agradável. O percurso de 19 km foi agraciado com alguns pontos turísticos de São José dos Campos.

Saindo da praça Ulisses Guimarães, Jardim Aquarius, desci em direção ao Anel Viário sentido Banhado. No km 3 iniciei o trecho onde pude avistar a bela vista panorâmica do Banhado.

Subi sentido av. Anchieta. No final da av. São José já estava no km 6. Neste trecho desci e segui pela av. Rui Barbosa até a ponte Minas Gerais, que atravessa o rio Paraíba do Sul.

No km 10 cheguei no Centro Comunitário do Alto da Ponte. Após paradinha para banheiro, comecei o retorno pela av. Olívio Gomes, passando em frente ao Parque Burle Marx, que é outro cartão postal da cidade.

Quando cheguei na igreja Matriz tinha passado do km 13, então segui pela rua Vilaça, centro da cidade, até chegar na av. Teotônio Vilela, também conhecido como Fundo do Vale, e já estava no km 15.

Entre subidas e descidas, alternei pequenos trechos de asfalto e gramado até avistar novamente o Anel Viário, com vista dos edifícios do Jardim Aquarius.

Assim terminei este treino “longuinho” pelas vias urbanas da minha cidade natal em um agradável domingo do inicio da primavera.

Quanto ao ganho e perda de elevação, somou 350 m, numa altitude de 610 m.