Ataque dos Guanambis

Naquela madrugada de julho a geada havia caído nos campos com toda força. O registro das temperaturas havia marcado 5°C abaixo de zero. O dia anunciava um sol preguiçoso que se despontada atrás das colinas trazendo o calor que todos esperavam.

Assim que os raios de sol aqueceram aquele recanto da floresta, houve uma enxurrada de Guanambis por todos os lados. O zumbido do bater das asas ressoava aqui e ali. Em voos rápidos davam rasantes na busca do néctar das flores. Em manobras aéreas invejáveis, com paradas no ar e marcha a ré, mudavam a direção do voo instantaneamente.

O despertar daquelas avezinhas na serra da Bocaina energizou o ambiente com o agito de outros pássaros ao redor. Naquela altitude, a 1.600 metros, a natureza já estava toda desperta, viva e radiante! 

Haviam espécies diferentes naqueles voos frenéticos. A plumagem colorida brilhava como cores do arco-íris ao reflexo da luz do sol. Às vezes, as avezinhas descansavam nos galhos dos arbustos reservando energia para voltar ao delicado ataque as flores.

Aqueles zumbidos alados eram como verdadeiros mensageiros dos deuses. A vida sendo germinada nos ares, de planta em planta, de um néctar para outro.

O ataque dos Guanambis foi uma celebração a vida nas montanhas da Bocaina.

PS: Guanambi, em tupi-guarani, significa “beija-flor“.

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