Canoa de Voga

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A canoa de voga é esculpida a partir de um único tronco de árvore do guapuruvu, cedro ou jequitibá, e chegava a ter 20 m de comprimento por 2 m de largura. O conhecimento da construção foi transmitido oralmente pelos nativos que habitaram a região.

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Ainda hoje vemos nas comunidades caiçaras a canoa de voga como meio de locomoção. No início era canoa a remo, então se acrescentou a vela dando origem ao nome, e depois adaptada para motor.

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No período colonial a canoa de voga foi muito utilizada para transporte de material para construção dos engenhos e fazendas, como também, transporte de açúcar, café e aguardente para as embarcações da época.

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Para Santos e Rio de Janeiro, transportavam tabaco, aguardente e uma infinidade de frutas, hortaliças, aves, ovos, cabritos, esteiras, objetos de barro, além é claro, de passageiros. Retornavam com arroz, feijão e carne. Ainda hoje são usadas para pesca e transporte de pessoas e produtos.

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A canoa de voga resiste aos tempos modernos de embarcações a motor, construída em fibra ou alumínio, onde o rigor da legislação ambiental proíbe o corte de árvores e a constatação da falta dos antigos mestres canoeiros.

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A canoa de voga é símbolo da relação de harmonia do caiçara com a natureza. Da mata que provê água doce, alimento e madeira como recurso para o caiçara adentrar ao mar em busca do pescado e se locomover entre as praias, ilhas e continente.

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Existem várias comunidades tradicionais caiçaras tanto no interior como no entorno do Parque Estadual de Ilhabela. Algumas comunidades estão no Saco do Sombrio, Bonete, Castelhanos, ilhas da Vitória e dos Búzios.

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Então nas trilhas pudemos ouvir historias fantásticas de viagens, contadas através de gerações, das lembranças dos caiçaras… Que marcam o ritmo da remada, esperam o melhor vento ou trançam a rede no Canto do Nema.

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4 respostas em “Canoa de Voga

  1. Tenho uma canoa desta e não sabia o quanto ela tem um passado lindo, tô feliz em saber que tenho um pedaço de 1953 quando ela foi construída de material cedro, o mais interessante é que ela foi registrada na CAPITANIA DOS PORTOS. Legal, valeu gente.

    • Olá Samuel, muito legal seu comentário. Obrigado por compartilhar conosco. Você têm um pedaço da história nos idos onde ter uma canoa desta era sinônimo de sobrevivência em nosso litoral paulista. Forte abraço!

    • Depois da Travessia Bonete-Castelhano, estas canoas (de voga) me chamaram atenção. Registrei imagens das mesmas ao longo das praias por onde passamos e depois fiz uma pesquisa para tentar retratar este patrimônio cultural do nosso litoral. Abraço.

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