Aventureiro

Saindo de Araçatiba e após a praia Vermelha iniciei uma subida. Tentava manter um passo cadenciado apesar do coração acelerado e respiração ofegante. O suor escorria pelo rosto e o pensamento buscava por mais oxigênio.

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Em alguns minutos de descanso… A mata antes em silêncio se agitava numa sinfonia de sons. A vegetação tropical, quente e úmida, exalava aromas indescritíveis em meio ao contraste da luz matinal. Corpo e mente vivenciando a sutileza da energia da vida. Um gole d’água era motivo de muita satisfação. A beleza das coisas simples em instantes de puro prazer de observação.

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A descida percorreu um caminho aberto até a vila de Provetá. Após um breve descanso, procurei o próximo morro que indicava a trilha em direção ao Aventureiro. O caminhar foi lento sob os olhares incrédulos de alguns caiçaras que construíam um barco. Do alto, uma bela visão das embarcações repousando naquela tranquila enseada. Na orla da praia um bando de urubus com asas abertas corriam contra o vento. Tudo para me distrair com aquele morro que nunca parecia terminar.

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Atingi a crista do morro em quase uma hora de subida. No caminho de descida a mata escondia a belíssima praia do Aventureiro e as poucas casas das pessoas que viviam naquele canto da ilha. Chegando a praia avistamos o momento em que pescadores arrastavam uma grande rede de pesca à beira-mar.

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O acampamento no alto do morro nos privilegiou com um amanhecer espetacular!

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Entre dezenas de trilhas, aquela me levou a um dos vários paraísos de Ilha Grande. Um lugar tranquilo de praia de areia fina, cingida por um mar azul oceânico. A única agitação vinha dos ventos e das ondas.

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Pico das Agulhas Negras

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O Pico das Agulhas Negras é um dos cumes mais alto do Brasil a 2.792 metros de altitude. Em Tupi Guarani, Itatiaia significa pedras pontiagudas que representam o formato de agulhas.

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Saindo bem cedo sentido Rio de Janeiro, desviamos na Garganta do Registro e seguimos por estrada de terra. A partir desde ponto a paisagem se transforma. As matas dão lugar aos campos de altitude formado por rochas e vegetação rasteira.

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Um lugar especial repleto de montanhas cuja temperatura no inverno chega facilmente abaixo de zero. Em junho de 1985 ocorreu algo inusitado, uma intensa e memorável precipitação de neve cobriu o maciço de Itatiaia. Em geral, no inverno, os dias ensolarados enganam os menos avisados, pois nesta altitude e frio e vento são cortantes.

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A partir da portaria do parque nacional seguimos a pé por uma estradinha até o inicio da trilha. Deste ponto já temos uma magnífica visão da montanha. A caminhada avança em direção ao maciço rochoso e avistamos as Prateleiras ao fundo.

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Após atravessar um regato de água cristalina, o caminho em aclive se intensifica numa subida de aproximadamente mil metros em direção ao cume. Deste ponto a “escalaminhada” fará parte do desafio.

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Local: Parque Nacional de Itatiaia / RJ

Serra do Mar

” É como uma muralha recortada em tons verde de uma densa mata tropical caindo abruptamente na praia ” (visão do mar)

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Como toda corrida de montanha as subidas parecem sem fim e nas descidas não adianta acelerar porque o tombo pode ser grande. Então seguimos em direção ao litoral de São Sebastião para este desafio na Serra do Mar.

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O domingo amanheceu ensolarado na praça do pôr-do-sol. Os corredores aguardavam a largada na praia de Boiçucanga onde tive a sensação de estar com os pés presos na areia fofa e inclinada da praia.

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Deixando para trás o barulho das ondas, seguimos um pequeno trecho de asfalto até a estrada do Cascalho encontrar o rio Boiçucanga. Em quase um quilometro de extensão, a estratégia era tentar correr no leito do rio e nas partes mais rasas.

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A empolgação era grande entre os corredores quando iniciamos a parte seca do percurso. Retornamos numa estradinha de terra e depois entramos nas trilhas. No início da trilha da praia Brava a subida era constante numa forte variação altimetrica.

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A Serra do Mar revelou o inesperado como o canto estridente de uma araponga, a floração do manacá da serra e no topo da trilha avistamos o mar e a praia. Neste ponto chegamos ao “down hill” em ondas, descida da trilha do Oleoduto da Petrobrás, uma descida íngreme com ondulações até o nível do mar.

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Faltando uns dois quilômetros retornamos ao trecho de areia num esforço final até o portal de chegada. Como premio merecido fui para um banho no mar!

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Fotos: Fabio Andrade, Wladimir Togumi e Kleber Luz.