Pico do Urubu

2013-07-162

Na expectativa da primeira corrida de montanha do ano, saímos ao meio dia em direção ao município de Mogi das Cruzes, São Paulo, que está situado entre a Serra do Mar e a Serra do Itapety.

2013-07-085

Em sua segunda edição a competição reuniu mais de duas centenas de competidores tendo como arena a Mansão Ágape. Tudo indicava uma prova de alto nível com a largada saindo de um terreno em declive, sentido Serra do Itapety, e tendo o ponto mais alto do percurso no Pico do Urubu a 1.147 metros de altitude.

2013-07-070

Após os costumeiros preparativos e aquecimento inicial seguimos para a largada, que ocorreu às três horas da tarde. Naquele momento final a ansiedade de alguns e descontração de outros se misturavam no olhar de cada competidor. Despedimo-nos com o desejo que cada um superasse seus limites sem esquecer-se da sua segurança.

2013-07-220

Com a largada em descida corri por quase 1 km, dando inicio a uma subida constante em estrada de terra por mais 1,5 km. Em seguida adentrei numa mata e desci uma trilha escorregadia. Para minha surpresa deixei a mata para trás saindo num campo aberto onde pude contemplar a grandeza da Serra do Itapety. Com o sol entre nuvens e subida constante, a temperatura aumentou. Aos poucos uma ventania soprava o calor daquela tarde de sábado. A partir deste ponto persisti numa caminhada compassada e forte, porque correr era praticamente impossível. A paisagem que ficava para traz compensou os 2 km de subida aonde a inclinação máxima do terreno chegou a 40%.

2013-07-180

Ao atingir o Pico do Urubu, retomei o fôlego e aproveitei para observar a cidade de Mogi das Cruzes e a Serra da Mantiqueira ao norte. O sentimento era de alegria e ao mesmo tempo de atenção, pois começaria uma descida constante de 4 km. Como não choveu o terreno estava menos escorregadio. Imprimi um bom ritmo mas no km 10 fui surpreendido com uma sensação de falta de energia. Desprovido de um gel energético reserva, reduzi o ritmo e avançei até o ultimo quilometro, que é uma subida, para completar os 13,2 km. De volta à arena, reencontrei os amigos para celebrar o desafio superado.

2013-07-159

Fotos: Fabio Andrade e Wladimir Togumi.

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Cada Dia que Vivo

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“A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade.”

Carlos Drummond de Andrade

Pico do Lopo

A Serra do Lopo está localizada na Serra da Mantiqueira em Extrema, Minas Gerais. A partir da torre da Embratel e parada na rampa de vôo livre seguimos a pé pela crista da serra.

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Caminhando por uma mata preservada chegamos à Pedra do Cabrito, onde pode-se apreciar a grandeza do local e a primeira visão do Pico do Lopo.

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Na seqüência chegamos à Pedra das Flores. No inverno há floração do Amaryllis,     tingindo a pedra de pontos vermelhos num espetáculo de rara beleza.

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Seguindo o caminho, os passos ficam lentos com a subida mais acentuada. O esforço   é recompensado com uma visão 360° de toda a região.

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O Pico do Lopo está a 1.750 metros de altitude e deste ponto podemos avistar a represa do Jaguari e alguns municípios de São Paulo e Minas Gerais.

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Local: Extrema / MG

Torres del Paine – parte 2

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Saímos de Los Perros ao amanhecer, caminhando por um bosque totalmente encharcado. Em seguida iniciamos uma longa subida entre pedras e campos de gelo até o Passo John Gardner.

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Com o vento forte e chuva gelada foi difícil registrar fotos. Apesar da sensação de temperatura abaixo de zero e cansaço, uma alegria e respeito imenso nos atingiu quando avistamos o campo de gelo Patagônico Sul. Imponente, magnífico!

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O clima voltava a mudar e a partir deste ponto a trilha desceu a montanha entre árvores totalmente deformadas pela ação dos ventos, chegando ao El Paso. Hora de montar acampamento, preparar comida quente, vestir roupas secas e dormir quase doze horas.

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No dia seguinte caminhamos entre bosques e ravinas, hora subindo hora descendo, e tendo a vista do campo de gelo e do glaciar Grey ficar para trás. Chegando no refúgio Grey prolongamos o descanso por causa da chuva.

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Seguimos na caminhada e paramos para repor as energias e descansar no refúgio Paine Grande antigo Pehoe. Momento fotográfico com uma visão estonteante do lago azul turqueza.

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O final foi bastante desafiador devido as chuvas torrenciais, baixa temperatura e vento forte até chegarmos ao acampamento Italiano.

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Nada como um dia depois do outro. Amanheceu ensolarado e céu de brigadeiro! Um dia todo de caminhada no Vale Francês. Espetacular!

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Valeu cada passo percorrido… Cada palavra de incentivo, coragem e perseverança dos amigos!

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Última parte desta aventura em breve.