Atos de Virtude

” Nas intempéries da montanha as virtudes humanas são moldadas, às vezes, a duras penas quando não estamos atentos aos sinais “

Ato I – Entusiasmo

É energia interior que promove a vitalidade para executar o plano traçado.

Ato II – Paciência

É o controle das emoções e desejos, atraindo esperança e bem-estar no dia-a-dia.

Ato III – Coragem

É o exercício do domínio do medo diante de situações difíceis e adversidades da vida.

Ato IV – Flexibilidade

É constante adaptação às circunstâncias e relacionamentos, criando condições para permanecer firme.

Ato V – Disciplina

É ordem em harmonia aos preceitos estabelecidos, com tolerância e perseverança para a vida ser possível.

Ato VI – Generosidade

É verdadeiramente gostar do outro e ajudar sem nada em troca, no constante exercício do desapego e caridade.

” Nas longas caminhadas da vida, de nada vale as virtudes se não mergulhar no interior de si. Para que o melhor de si comece a transbordar “

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Temporada de Montanha

Em maio antecipamos o início da temporada de montanha. Com a chegada do inverno em 21 de junho, temos a melhor época para prática do montanhismo. Sendo assim subimos para as montanhas da serra da Mantiqueira.

Diferente do verão com aquele calorão e tempestades eletromagnéticas, os dias no inverno são mais curtos, noites mais longas e temperaturas mais baixas na região sul e sudeste do Brasil.

Na região as temperaturas atingem facilmente abaixo de zero graus célsius. As geadas são comuns e com sorte podemos ter alguma precipitação de neve nos pontos mais altos da Mantiqueira.

Apaixonado pela natureza e grato por estarmos numa região tão privilegiada de montanhas e vales, entre as mais altas do Brasil, cujo cenários paisagísticos de imensa beleza são desafios contínuos para ascensão e travessias.

Celebrar o montanhismo é dar significado as coisas simples. Respeitar o meio ambiente ao ar livre. Sentir alegria em uma simples caminhada. Ter resiliência nas mais duras travessias.

Observar as cercanias e vivenciar o presente. Ter a satisfação do encontro com aqueles que compartilham da mesma paixão. Onde alguns estarão de passagem e outros se tornando amigos. Sempre na busca da melhor conexão.

Felizmente a temporada está só começando!

Vamos em frente pois a estação de inverno termina em 22 de setembro…

Montanha!

Subindo a Serra

Após correr a meia maratona do aniversário de Caraguatatuba, subimos a serra no domingo seguinte para uma corrida de montanha.

A “Move Trail Run” aconteceu na estancia climática de Cunha / SP com largada no Parque Lavapés. Para não perder a oportunidade fomos na distância de 18 km.

Uma prova bem organizada visando à disseminação da modalidade que teve uma volta promocional onde os atletas correram o primeiro km pelo centro da cidade e passaram ao redor da igreja matriz.

Ao retornar em direção ao Parque Lavapés, desviou para fora da cidade em direção as estradas rurais.

Entre aclives e declives constantes por estradas de terra, o ganho e perda de elevação somou 1025 metros numa altitude máxima de 980 metros.

Do litoral para serra, a paisagem mudou completamente. Foi tomada por campos verdes e colinas bucólicas.

Após este desafio, nos restou ir passear no Lavandário e depois degustar os quitutes na 18ª Festa do Pinhão.

 

Descendo a Serra

Descemos a Serra do Mar em direção ao litoral norte de São Paulo para participar da Meia Maratona do Aniversário de Caraguatatuba.

Em dois domingos seguidos, participamos de duas provas. Ambas com elevação e tipo do terreno bem diferente, e altitude variando de quase 0 a 900 metros.

A largada da meia maratona aconteceu na orla da praia do Porto Novo. Como saiu um pouco antes das 7:30 da manhã, pegou de surpresa alguns atletas que ainda estavam chegando. Este deslize da organização foi compensado pela boa estrutura de prova.

Uma meia maratona no litoral tem suas vantagens. Além do belíssimo visual da costa, o percurso foi praticamente cem por cento plano e com posto d’água a cada 2 km.

No domingo seguinte a estória foi totalmente outra quando subimos a serra, mas este desafio vamos mostrar no próximo post.

Vida Caiçara

A vida caiçara é dura, mas….

Observando os barquinhos de pesca ancorados nas baias, me recordava das estórias dos pescadores…

” Das longas jornadas em alto mar quando até os mais experientes são assolados pelo enjoo. O perigo das grandes ondas que lavam a alma. Onde se manter a bordo é uma luta pela sobrevivência. Vida de pescador é difícil. A pesca artesanal está acabando devido a competição com os pescadores predatórios. Hoje em dia, sem tanto peixe, alguns vão longe para dentro do mar aberto. Outros vão embora para a cidade, na esperança de um trabalho melhor que não existe. Alguns se organizam em associações para se fortalecerem. Existe esperança no ecoturismo sustentável para complementar a renda que não vem mais da pesca abundante. Eles resistem em suas terras e parecem felizes.”

Esta travessia do saco do Mamanguá, enseada da Cajaíba e ponta da Joatinga, entre Parati Mirim e praia das Laranjeiras, litoral sul do Rio de Janeiro, é um trekking singular no desafio da travessia e repleto de belas paisagens litorâneas. A travessia pode ser realizada em ambos os sentidos. Para facilitar o deslocamento, o trekking foi realizado fora da alta temporada e da estação de verão.

As trilhas bordejam encostas, em subidas e descidas pela mata atlântica, até o encontro com enseadas e praias paradisíacas. No período da tarde devido ao sol ardente e alta umidade, as paradas eram frequentes. Com isso mergulhávamos na observação respeitosa do modo de vida simples das comunidades que habitam essa região costeira. O entardecer era louvável na expectativa de cumprir o percurso, achar um acampamento para pernoite e poder contemplar mais um pôr do sol.

A vida caiçara é feliz!

Dentro do Coração

” Dentro do coração, em uma pequena cavidade, repousa o universo “

Mahanarayana Upanishad

Eu, reflexo da minha real natureza, essência. No entanto, me vejo apegado as coisas impermanentes e perecíveis da vida. Me perco em alguma parte. Existe um cara  que caminha ao meu lado, o ego, a personalidade mascarada da ignorância existencial. Entre altos e baixos, existem expectativas externas e internas conflitantes, estados emocionais movimentando turbilhões de pensamentos. Muitas vezes empático e outras em total estranhamento. Busco o recolhimento. Algo surge, é sutil e permanente. Sereno a mente. Percebo a consciência do meu verdadeiro ser imaterial e atemporal. Em silêncio e comunhão. Ser luz.

” Volta o olhar para o teu interior. Aí reside a fonte do bem inesgotável, se o buscares sem cessar “

Marco Aurélio

Me Leva Beija-Flor

… Me leva para onde você for.

Que ave fantástica

Encontrada nas três Américas. É conhecida por uma diversidade de nomes como Colibri, Cuitelo, Guanambi, pica-flor, chupa-flor, chupa-mel, beija-flor entre outros. Em inglês, “hummingbird”, onde “humming” significa zumbido, do bater das asas.

Tão pequeno

Parece frágil mas tem uma força interna fantástica. Sua estrutura esquelética muscular permite voo extremante rápido e ágil. Única ave que consegue ficar parada no ar ou voar em marcha-ré. O batimento das asas pode chegar a 200 vezes por segundo dependendo da direção do voo e condições do clima. O ritmo cardíaco é cerca de 1.200 batidas por minuto. Por isso o beija-flor precisa se alimentar em média 5 a 8 vezes por hora.

Especialista no meio em que vive

Todas as cerca de 325 espécies, tem um bico adaptado para se alimentar conforme o meio ambiente em que vive. Por outro lado tem uma característica comum que é a língua bifurcada e comprida para extrair o néctar das flores (são polinizadores) sendo que algumas espécies comem moscas e formigas. Sua visão é muito aprimorada, além de identificar cores podem detectá-las no espectro ultravioleta.

Beleza notável

De plumagem brilhante e colorida. A coloração é causada por fatores como nível de luz, umidade e principalmente pela iridescência na disposição das penas que é um fenômeno óptico que faz certos tipos de superfícies refletirem as cores do arco-íris.

Mensageiro dos deuses

O beija-flor é conhecido como um mensageiro dos deuses pois Íris na mitologia grega é o arco-íris e mensageira dos deuses. Esta ave também simboliza alegria, cura, delicadeza e energia. Um ser mágico que para os nativos da América representam força e harmonia. Para os nativos Hopis, dos EUA, personificam um herói que salva a humanidade da fome visto que o Guanambi intervém na germinação das plantas. Ao passo que os nativos da Colômbia, os Tukanos, atribuem ao Colibri a virilidade porque eles copulam com as flores.

Final de Tarde no Caparaó

A travessia dentro do Parque Nacional do Caparaó foi um desafio singular por diversos motivos.

A gente acha que nunca mais vai assistir um pôr do sol tão belo e magnifico devido a tantos outros que já vimos.

Puro engano, pois a cada novo pôr do sol, seja ele em qualquer lugar que seja, a emoção carrega o coração de alegria e ficamos meio que perdidos naqueles últimos instantes de luz.

Então aquele entardecer no Caparaó estava carregado de nuvens densas que se movimentavam freneticamente, desenhando coisas que foram além da nossa imaginação.

Que belíssimo final de tarde após mais uma longa jornada de trekking!

Canto do Nema

Após um agradável pernoite na vila do Bonete, seguimos logo cedo para o segundo dia da travessia Bonete Castelhanos.

A brisa refrescante que vinha do mar ajudou naquele início de caminhada com a subida do primeiro morro logo ao fundo da vila.

Parando para tomar folego ficamos apreciando a vida simples e calma daquele Canto do Nema com suas pequenas embarcações descansando as margens do rio.

Voltando a caminhada espreitamos ventos melhores para trazer vigor a nossa travessia.