Pouso do Rochedo

Num passado distante, os tropeiros vinham de Minas Gerais para vender suas mercadorias na região. Nesse lugar paravam para pousar embaixo de um rochedo, daí a origem do nome.

Desde 1975 o local tem uma pousada, foi reflorestado e suas nascentes renasceram. A pousada é rodeada por cachoeiras, nascentes, rios e montanhas da Serra da Mantiqueira. De São José dos Campos são 67 km. Antes do portal de São Francisco Xavier, na rotatória a direita, seguir na estrada de Santa Bárbara por 8 km.

Aproveitamos para caminhar nas trilhas do Pinhal e da Montanha até os mirantes e depois na trilha das Cachoeiras, por uma manhã toda até início da tarde. As trilhas estão limpas, autoguiadas e sinalizadas. A visitação é cobrada.

A caminhada pela trilha do Pinhal nos levou ao 1º mirante, da Gruta, onde tem-se uma vista tímida das montanhas ao redor. Sempre subindo, chegamos numa bifurcação, a direita seguimos para o 2º e 3º mirante, Pedra da Divisa e do Cruzeiro.

Na Pedra da Divisa ainda conseguimos algumas fotos, pois as nuvens já plainavam nos morros baixos. No mirante do Cruzeiro, ficamos entre nuvens. Após descanso e lanche, começamos a descida, e na bifurcação seguimos em frente até o 4º mirante, Pouso do Rochedo. Deste ponto, avistamos o município de São José dos Campos / SP.

Descendo pela trilha da Montanha, chegamos nas imponentes Castanheiras Portuguesas. Deste ponto, subimos a trilha das Cachoeiras, ao lado do rio Santa Bárbara, para conhecer as cachoeiras da Escada, da Mata, dos Taperás e da Mina.

Na volta, o espetáculo é a cachoeira Santa Bárbara, com sua monumental queda de 80 m de altura. Por último a cachoeira da Gruta, onde pode-se entrar atrás da queda que forma uma cortina d’água com 4 m de altura. Pura diversão e adrenalina, entrando com cuidado pela borda lateral.

Nesta caminhada subimos os quatro mirantes e finalizamos com cachoeiras espetaculares, num total de aproximadamente 6 km de caminhada.

Local: São Francisco Xavier / SP

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Seres Felizes

Eles sempre estão por perto ou aparecem do nada. As vezes estão perdidos, mas logo seus donos aparecem, como também se estivessem perdidos. Em outras, eles chegam bravos, dá vontade de sair correndo, mas logo começam a abanar o rabo, e me lembro da máxima do mundo animal onde um cachorro balançando o rabo é um cachorro feliz.

Legal quando eles podem ir na caminhada. Se ficam para pernoitar, fantástico! O mais legal mesmo é se eles não são nossos animais de estimação, e ficam com a gente. Acho que é uma demonstração de confiança.

Uma lembrança inesquecível foi na Travessia do Vale do Pati, Chapada Diamantina/BA, quando o “Jesus”, isso mesmo, era o nome dele, foi nosso cão guia durante quatro dias de trekking.

Desta vez, tivemos a companhia do “Pingo” e da “Suzi” no trekking com pernoite no Pico Queixo D’Anta em São Francisco Xavier/SP.

Ambos estão acostumados com a subida até o pico. Com frequência saiam em disparada para dentro da mata e depois reapareciam em outro ponto na trilha. Eles estavam sempre a nossa frente, como que parecendo fácil a trilha que sobe a encosta da montanha.

No acampamento, o “Pingo” em alerta!

Hora da foto oficial.

O “Pingo” sempre nas beiradas.

Enquanto que a “Suzi” queria carinho …

… E também uma foto oficial.

Mas na hora de ir pra cama, o “Pingo” era o primeiro.

No dia seguinte, uma soneca antes de descer a montanha.

Caminhar ao Pôr-do-Sol

“O caminhar ao pôr-do-sol é um elixir de energia vital”

Entre um e outro pôr-do-sol, todos são diferentes e igualmente espetaculares! A leveza com que ele chega, em minutos se desfaz no horizonte. Por um instante a caída da luz em tons de cores laranja, aquece o coração.

Mais um presente da vida. E mais outro, quando as andorinhas sobrevoam e se recolhem aos bandos em suas tocas na rocha. No céu escuro, do outro lado lá vem a Lua para iluminar nossos pensamentos. E mais luz se faz no firmamento, tão distantes estes outros mundos dos astros, chegam a transbordar o céu, a nossa Via-Láctea.

Quantos presentes recebemos a cada instante. Sem perceber, renovamos as forças sublimes. Retomamos um pouquinho da nossa essência espiritual. Vem o sorriso natural que acalenta a esperança e determinação na busca da felicidade, com gratidão pelo que se tem e se conquistou até o momento. São pequenas coisas, simples, no agora, a cada instante. Necessário nos dias atuais.

Que buscas?

Buscas a perfeição? Não sejas vulgar. A autenticidade é muito mais difícil.

E se o que tanto buscas só existe em tua límpida loucura. Que importa?
Isso, exatamente isso, é o teu diamante mais puro!

Mario Quintana

Selva D’água

Dias tórridos de calor com temperaturas acima dos trinta graus célsius e umidade cem por cento dentro da selva. A serra do mar encravada numa cordilheira de montanhas, do litoral ao planalto do vale do Paraíba, até os melhores e bem preparados caminhantes serão exauridos pelo desgaste fulminante dentro da selva da serra do mar. Com a roupa molhada de suor, entre um riacho e outra cachoeira, o único meio para se refrescar era cair dentro d’água e buscar proteção do sol escaldante.

Entre uma clareira e outra a respiração ecoava nas arvores. Na mata densa, na busca pelo canto das aves, o silencio do meio dia era incomodador. Na picada da trilha o vento se escondia no mato. O suor escorria aos olhos. A cada parada, o resgate por um novo folego. A hidratação e respiração era fundamental para se manter a sanidade. Ao ver os amigos, cada um sabia das dificuldades e não podíamos parar por muito tempo. O jeito era continuar a passos lentos, com cuidado, a cada trecho, escorregadio no barro e difícil nas pedras com os troncos e raízes testando nossa atenção.

Na caminhada sem fim, a mata parecia sempre igual, não fazia diferença, o verde mais verde, a cada curva, aclive ou declive, tudo igual. Da selva minava água de todos os cantos, uma verdadeira selva d’água. Belíssimas quedas d’águas se anunciavam para nossa breve alegria. Em respeito a mãe terra, baixamos a cabeça, levantamos o espirito em oração; E caminhamos a passos firme dentro da selva d’água.

Brincadeira de Criança

“Primeiro gatinhar, depois dar os primeiros passos…. Daí aprendemos a correr!  E não paramos mais, pelo menos quando crianças”

A corrida é uma atividade física que desenvolve a força muscular, equilíbrio, coordenação motora, concentração, flexibilidade e resistência. Aumenta a capacidade cardio respiratória e melhoria do humor.

A corrida é a base das brincadeiras de criança como o pega-pega, a queimada e o futebol. A grande diferença entre correr e correr atrás de uma bola, com a bola é muito mais divertido. Então, a corrida de rua para a criança tem que respeitar suas limitações e principalmente tenha um enfoque lúdico, relacionado ao prazer e à diversão.

Na corrida de rua para criança não existe um primeiro lugar e todos são incentivados a dar o seu melhor e respeitar os amiguinhos. Assim, a corrida de rua, como todos os esportes, tem o poder de formar cidadãos que respeitam conviver em grupo e desenvolvem o hábito de fazer exercícios físicos.

“Depois a passos lentos…. Seguimos tentando não parar! E não paramos mais, pelo menos com pensamento de criança”